O Grupo SOICO manifestou a sua profunda indignação e veemente repúdio pelo atentado criminoso contra o jornalista Carlitos Cadangue, correspondente da STV na província de Manica, ocorrido ao princípio da noite desta quarta-feira, a escassos metros da sua residência e na presença do seu filho menor.
De acordo com o comunicado, a viatura do jornalista foi alvo de vários disparos de arma de fogo efectuados por indivíduos encapuzados, que aparentavam trajar indumentária semelhante à das forças de segurança. Apesar de Carlitos Cadangue e o seu filho não terem sofrido ferimentos físicos, o Grupo SOICO considera o acto uma grave ameaça à vida, à integridade psicológica da família e um ataque directo à liberdade de imprensa e ao direito à informação.
O documento sublinha que o atentado ocorre num contexto em que o jornalista vinha desenvolvendo reportagens de investigação sobre práticas ilícitas no sector mineiro na província de Manica e os seus impactos sociais, económicos e ambientais, matérias de elevado interesse público. O comunicado recorda ainda que, no passado recente, o jornalista havia reportado ter recebido alertas e ameaças em função do seu trabalho profissional.
Para o Grupo SOICO, o ataque constitui uma tentativa clara de intimidar a comunicação social, silenciar o jornalismo de investigação e instaurar um clima de medo entre profissionais da área, representando uma ameaça ao espaço democrático, ao escrutínio público e à transparência na gestão da coisa pública.
Perante a gravidade dos factos, o Grupo SOICO repudiou energicamente o atentado e toda e qualquer forma de violência, intimidação ou perseguição contra jornalistas, expressou total solidariedade para com Carlitos Cadangue e a sua família e garantiu acompanhamento institucional e apoio neste momento. A organização exige ainda às autoridades competentes uma investigação célere, independente, transparente e eficaz, que conduza à responsabilização dos autores morais e materiais do crime.
O comunicado apela igualmente ao reforço imediato das medidas de protecção e segurança para jornalistas, em particular aqueles que realizam trabalhos de investigação em contextos sensíveis, envolvendo criminalidade económica, corrupção e actividades ilícitas.
O Grupo SOICO reafirma, por fim, que a STV e o grupo não se deixarão intimidar, reiterando o seu compromisso com a verdade, o interesse público, a legalidade e a defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos, sublinhando que atacar um jornalista é atacar a democracia e silenciar a imprensa é comprometer o futuro do país.
Fonte: O País