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Thursday, January 22, 2026
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Há risco de agravamento de inundações em Magude e Manhiça 

O Direcção Nacional de Recursos Hídricos alerta para risco de agravamento de inundações em Magude, no Xinavane e na Ilha Josina Machel na província de Maputo, devido à instabilidade de uma barragem, na África do Sul, que está prestes a colapsar. A instituição que gere os recursos hídricos no país apela ainda à retirada das populações das zonas de risco.  

Se com a chuva que caiu, durante mais de uma semana, na província de Maputo, associada ao transbordo de algumas bacias hidrográficas, os danos trazidos pelas inundações foram inúmeros, desde a perda de vidas humanas, bens e interrupção da transitabilidade, há risco da situação agravar-se, devido à instabilidade da barragem de Seteenko, localizada na África do Sul. 

“É uma barragem atualmente grande, porque tem uma capacidade de cerca de 1,8 milhões de metros cúbicos armazenados. Devido às precipitações que foi recebendo nos últimos oito dias no território sul-africano, esta barragem está a mostrar instabilidade e riscos de colapsar. E pronto, nós já entramos em contato com a congénere sul-africana e também ao nível da comissão do Incomati e Maputo para procurar saber o que estava acontecendo. Confirmou-se que, de fato, esta barragem está com uma grande instabilidade, porque está sofrendo alguma erosão.”, explicou Agostinho Vilanculos, chefe do departamento de Gestão Nacional de Recursos Hídricos. 

A ruptura da barragem sul africana poderá afectar os distritos de Magude e Manhiça. Caso aconteça, a transitabilidade na EN1 permanecera condicionada por mais tempo. 

“É uma barragem de terra, normalmente as barragens de terra, quando elas recebem pressão podem assentar. Uma barragem de terra, normalmente, leva cerca de 13 minutos para vazar, neste caso, estamos a falar de cerca de 780 segundos. Estimativas que nós fizemos, vimos que pode entrar em caudal cerca de 2.000 m³ a 2.500 m³ por segundo. 2.500 m³ por segundo, isso tem impacto, sobretudo em Magude. Neste momento, estamos com cerca de 9 metros, aproximadamente. E se nós formos receber mais um volume desses, essa altura pode crescer, situar-se acima de 10 metros e, consequentemente, pode agravar aquilo que são as inundações”.

Para mitigar os efeitos da erosão na barragem e evitar possíveis impactos no país, há trabalhos em curso, mas persiste o alerta para a retirada das populações para zonas seguras. 

“Havia uma grande erosão à jusante desta barragem e colocou-se uma membrana, uma tela geotéstica, para mitigar o efeito da erosão. Porque esta barragem, se continuar a ser erodida, de facto pode criar situações de inundações de magnitude alta, sobretudo, primeiro no território sul-africano, no município de Bombela. Há um trabalho que os nossos colegas do INGD estão a fazer, neste momento, que é a retirada compulsiva da população e nós achamos que esse trabalho tem de continuar e vão acompanhando as informações que vamos emitindo”. 

Na região sul do país, as bacias dos rios Incomati, Maputo, Umbeluze, Limpopo, Inhanombe e Save ainda se encontram em situação de alerta.

Fonte: O País

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