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Friday, January 30, 2026
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MDM queixa-se de alegado impedimento

O MOVIMENTO Demo­crá­tico de Moçam­bi­que (MDM) acusa as autoridades de Sofala de impedirem deputados do seu partido de deixar a sua con­tri­bui­ção para assis­tên­cia às vítimas das inundações em Búzi, nesta província assolada pelas inundações por, ale­ga­da­mente, não serem do par­tido da sua pre­fe­rên­cia.

Este denúncia foi feita segunda-feira pelo presidente do MDM, Lutero Simango,  depois de visitar um centro de aco­mo­da­ção de famílias afectadas pelas inundações urbanas em Nkobe, muni­cí­pio da Matola, em Maputo, onde ofe­re­ceu pro­du­tos ali­men­ta­res de primeira necessidade para assistência das vítimas.

Na ocasião, Simango disse que a par­ti­da­ri­za­ção da ajuda humanitária às vítimas das inundações representa um atentado à unidade nacional e não vai ao encontro do diálogo político em curso.

“A pergunta é esta: será que no país temos duas lide­ran­ças polí­ti­cas? Será que no país a Zona Sul é mais inclusiva do que a Zona Centro? O que há?”, questionou, alertando que a situação pode comprometer o ambiente político, numa altura em que decorre o processo de diálogo inclusivo.

Precisou que esta atitude mina não só a unidade nacional, como também a confiança política que se pretende construir no país e a confiança que está a ser edificada entre os moçambicanos.

Por isso, disse esperar que o Presidente da República, Daniel Chapo, apure responsabilidades e tome medidas relativamente aos alegados responsáveis, defendendo que situações do género não devem repetir-se.

“Espero que o Pre­si­dente da República, Daniel Chapo, no seu alto cri­té­rio, reflectisse e tomasse a decisão de sus­pen­der aqueles indivíduos que negaram o cum­pri­mento da acção do MDM no distrito do Búzi, porque se ele fechar os olhos significará que é uma estra­té­gia da governação de fazer de conta que há um processo inclusivo no país”, frisou.

Para além de minar a inclusão, Lutero Simango afirma que a situ­a­ção que aconteceu no distrito do Búzi também coloca em causa os objectivos que se pretende alcançar no Diálogo Naci­o­nal Inclusivo.

Explicou que em Búzi, che­ga­dos à Escola Básica de Guara-Guara para deixar o seu apoio, os deputados do MDM não foram rece­bi­dos por nenhum membro dos ges­to­res do centro de acolhimento, mesmo depois da infor­ma­ção de que iriam lá entregar pro­du­tos alimentícios e foram obrigados a regressar com o seu apoio.

O político justifica que o que se pretende é criar um ambiente de reencontro da família moçam­bi­cana, afirmando que não pode haver forças contrárias a este objec­tivo e visão que se pretende no país.

Sobre os impactos das mudanças ambientais, Simango entende haver fra­gi­li­da­des na edifica­ção de infra-estru­tu­ras resi­li­en­tes e adaptadas às mudanças do clima para resistirem a este tipo de intempéries.

Refira-se que o país continua a ser fus­ti­gado por chuvas e cheias em vários dis­tri­tos, com o Sul e o Cen­tro a serem as zonas mais afectadas e com muitas pes­soas siti­a­das, algumas em centros de acolhimento que precisam de apoios de todos os lados.

 

Fonte: Jornal Noticias

 

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