Resumo
O ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Isse, expressou vergonha perante denúncias de mau atendimento e cobranças ilegais em unidades de saúde, reconhecendo a falta de humanização nos serviços como um desafio. Durante a inauguração de um laboratório de simulação em Maputo, Isse reagiu a queixas de negligência e pedidos de pagamento ilegais em hospitais públicos, afirmando que tais comportamentos são inaceitáveis e contrários aos princípios éticos. Apesar das limitações de recursos e pressões nos serviços de saúde, o ministro defendeu a prioridade na qualidade, segurança e humanização do atendimento, visando restaurar a confiança dos cidadãos no sistema público de saúde, num contexto onde têm sido apontadas críticas à falta de medicamentos, equipamentos e atrasos no atendimento.
O ministro da Saúde de Mozambique, Ussene Isse, afirmou esta segunda-feira (9) sentir-se “envergonhado” com as denúncias de mau atendimento e cobranças ilícitas em algumas unidades sanitárias do país, reconhecendo que a humanização dos serviços de saúde continua a ser um dos principais desafios do sector.
As declarações foram feitas em Maputo durante a inauguração de um laboratório de simulação realística para formação em cuidados intensivos de enfermagem, uma iniciativa que visa reforçar a capacitação técnica dos profissionais de saúde. Na ocasião, o ministro reagiu às várias denúncias divulgadas por pacientes e familiares nas redes sociais e em diferentes plataformas de comunicação, que apontam para situações de negligência no atendimento e pedidos ilegais de pagamento dentro de hospitais públicos.
Segundo o governante, comportamentos que desrespeitam os pacientes ou que envolvem cobranças ilícitas são incompatíveis com os princípios éticos que devem orientar o trabalho dos profissionais da saúde. Ussene Isse sublinhou que o sistema de saúde deve colocar o doente no centro das atenções, defendendo que a qualidade, a segurança e a humanização do atendimento devem ser prioridades permanentes nas unidades sanitárias do país.
O ministro reconheceu que o sector enfrenta vários desafios, incluindo limitações de recursos, pressão sobre os serviços e dificuldades estruturais em algumas unidades hospitalares. Ainda assim, destacou que atitudes de desrespeito ou práticas ilegais não podem ser justificadas por essas dificuldades.
Nos últimos anos, o sistema nacional de saúde tem sido alvo de críticas relacionadas com falta de medicamentos, carência de equipamentos hospitalares e atrasos no atendimento aos pacientes. Organizações representativas dos profissionais de saúde têm também alertado para a necessidade de melhorar as condições de trabalho e reforçar o investimento no sector, argumentando que a pressão sobre os serviços pode afectar a qualidade da assistência prestada à população.
Perante este cenário, o ministro reiterou que o governo pretende reforçar medidas para melhorar o funcionamento das unidades sanitárias e promover um atendimento mais humanizado, com o objetivo de restaurar a confiança dos cidadãos no sistema público de saúde.






