O estudo, resultado de um ano de cooperação entre Moçambique e a República da Coreia, recomenda um quadro regulatório e institucional integrado para o GNV, conjugando incentivos fiscais, linhas de financiamento específicas e programas de formação técnica.
Segundo o investigador sénior coreano Yoo Sung Il, “sem o sector privado não é possível desenvolver um projecto sustentável, mas sem o sector público não há governança nem quadro legal suficientes”. Ele destaca ainda que a cooperação internacional e a capacitação são chaves para o sucesso do modelo moçambicano.
O Secretário Permanente do MIREME, António Manda, reconhece o potencial transformador do gás natural, mas aponta a necessidade de resolver constrangimentos de infra-estrutura e segurança em Cabo Delgado: “Com o corredor Palma–Maputo, o país deixaria de ser apenas exportador e passaria a transformador do seu próprio recurso”.
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p style=”margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial”>Para o sector dos transportes, a Empresa Municipal de Transportes Rodoviários de Maputo (EMTPM) sublinha a importância da estabilidade do preço do GNV. O seu PCA, Lourenço Albino, considera que o modelo ainda precisa de ajustes económicos para compensar plenamente os custos operacionais.
O estudo mostra que Moçambique poupou cerca de 110 milhões USD na importação de combustíveis e reduziu 240 mil toneladas de CO₂, confirmando o impacto económico e ambiental do uso parcial do GNV. A consolidação dessa tendência, porém, dependerá de políticas coerentes, investimentos públicos e um quadro regulatório robusto, tal como ocorreu no modelo sul-coreano.
Fonte: O Económico






