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Thursday, February 5, 2026
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Moçambique retoma vacinação preventiva contra a cólera em meio a risco acrescido nas comunidades

Resumo

Moçambique retoma a vacinação preventiva contra a cólera após mais de três anos de suspensão, devido a surtos ativos e inundações. A medida beneficia comunidades em áreas historicamente afetadas pela doença, onde o acesso à água potável é limitado. A disponibilidade global da vacina oral contra a cólera permitiu a distribuição de 3,6 milhões de doses no país, priorizando populações vulneráveis. Embora a vacinação seja vista como um passo importante na proteção das comunidades, as autoridades de saúde reconhecem que a cólera está ligada à falta de saneamento e acesso à água segura. A ação preventiva pretende interromper o ciclo de emergências e reduzir mortes evitáveis, proporcionando esperança e tranquilidade às famílias que enfrentam o medo da doença.

Por: Gelva Aníbal

Moçambique voltou a apostar na vacinação preventiva contra a cólera, uma medida aguardada por milhares de famílias que vivem em zonas historicamente afectadas pela doença. A retoma acontece após mais de três anos de suspensão das campanhas preventivas, num período em que o país enfrenta surtos activos e os efeitos devastadores das cheias.

Em bairros periféricos e comunidades rurais, onde o acesso à água potável continua a ser um desafio diário, a cólera permanece uma ameaça silenciosa. As inundações recentes agravaram esta realidade, destruindo latrinas, contaminando fontes de água e obrigando muitas famílias a recorrerem a rios e poços inseguros para consumo doméstico.

A decisão de retomar a vacinação só foi possível após o reforço do fornecimento global da vacina oral contra a cólera, que voltou a estar disponível depois de anos de escassez. Moçambique é o primeiro país a beneficiar desta nova fase, recebendo cerca de 3,6 milhões de doses, destinadas sobretudo a populações mais vulneráveis.

Para muitas comunidades, a vacinação representa mais uma intervenção médica, é um sinal de esperança. Em províncias como Zambézia, Tete, Cabo Delgado e Manica, a cólera tem feito vítimas sobretudo entre crianças, idosos e pessoas que vivem longe das unidades sanitárias, onde a chegada tardia aos serviços de saúde muitas vezes se revela fatal.

As autoridades de saúde reconhecem, no entanto, que a vacina, por si só, não resolve o problema, a cólera continua intimamente ligada à falta de saneamento e ao acesso limitado à água segura. Ainda assim, a retoma da vacinação preventiva é vista como um passo decisivo na proteção das comunidades. Ao agir antes do agravamento dos surtos, o país procura quebrar o ciclo de emergências sucessivas e reduzir o número de mortes evitáveis.

Num contexto de múltiplos desafios, a campanha devolve alguma tranquilidade às famílias que, ano após ano, convivem com o medo da doença, para elas, cada dose administrada é também um gesto de cuidado, prevenção e dignidade.

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