Resumo
O MOÇAMBOLA-2026 só poderá começar em abril devido à falta de datas para a realização da Assembleia-Geral da Liga Moçambicana de Futebol, necessária para aprovar relatórios e orçamentos. O arranque previsto para março foi adiado, com o presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, a garantir um campeonato mais económico e tranquilo, graças a parcerias e redução de custos, como nas despesas com viagens aéreas. O início do Moçambola estava inicialmente planeado entre 28 de março e 4 de abril, mas a realização da AG é essencial para o arranque da competição.
O facto deve-se à indisponibilidade de datas para o efeito, devido a um calendário que se tornou escasso devido às imposições legais para o desenvolvimento de acções preparatórias para o arranque do Moçambola.
Com efeito, uma das acções centrais no quadro do processo preparatório para o início do Moçambola é a realização da Assembleia-Geral da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), entidade que organiza a competição.
Na reunião da Assembleia-Geral, por hábito, os clubes associados à LMF discutem e aprovam os relatórios de contas e actividades da temporada anterior e, ainda, o plano de actividades e orçamento da temporada prestes a iniciar.
Essa reunião é, segundo os Estatutos da LMF, convocada com uma antecedência mínima de 10 dias, o que significa que, a ser marcada esta quarta-feira (18), a mesma só pode acontecer precisamente no próximo sábado (28), primeiro dia previsto para o arranque da prova.
É neste contexto que, sem a convocação da reunião da AG feita, está praticamente fora de hipótese o arranque do Moçambola ainda no presente mês.
Aliás, a certeza de que o Moçambola não arranca em Março esteve sempre em cima da mesma.
O próprio presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, disse, no dia 20 de Fevereiro, que o arranque do Moçambola estava previsto para acontecer entre o último sábado de Março (28) e o primeiro de Abril (4).
Na altura, recorde-se, Simango garantiu que a LMF iria organizar um campeonato tranquilo e sem sobressaltos e que teria um custo de praticamente metade dos 140.000.000,00 MT (cento e quarenta milhões de meticais) que eram necessários nas épocas anteriores. A redução, lembrou o dirigente, nasceria da combinação de jornadas.
“A garantia que existe é que a LMF tem parceiros. Até aqui, não temos nenhum dos nossos patrocinadores que tenha desistido. Portanto, somando os valores de patrocínio que esperamos arrecadar, isso dá-nos algum conforto para dizer que sim e seguramente esperamos de outros tantos que poderão se juntar à causa, de maneira que possamos ter um Moçambola tranquilo e sem sobressaltos”, disse, na altura, o dirigente.
“Fizemos um ensaio tendo como base de cotação o preço de passagens aéreas da época passada. Esse ensaio permitiu-nos ver que só de passagens aéreas reduzimos cerca de 50 por cento. No ano passado tínhamos uma factura acima de 140 milhões, e este modelo que ensaiámos nos dá uma margem de folga de 73 milhões”, explicou.
Fonte: Jornaldesafio






