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MURO DA PENITENCIÁRIA DE CHIMOIO CORRE RISCO DE DESABAR

Resumo

O muro de vedação da Penitenciária Regional Cabeça de Velho, em Chimoio, está em risco de colapso devido ao desgaste e às chuvas intensas. O Secretário de Estado de Manica, Lourenço Lindonde, visitou a prisão e constatou a situação crítica do muro, sustentado apenas por estacas provisórias. A sobrelotação da prisão, com reclusos de várias regiões e estrangeiros, aumenta o risco de incidentes e evasões. O Governo está a mobilizar recursos para a reabilitação urgente do muro, visando restaurar a segurança do estabelecimento, mas reconhece a necessidade de intervenções mais amplas para melhorar as condições de habitabilidade e gestão das prisões de Manica.

Por: Gentil Abel

Uma parte do muro de vedação da Penitenciária Regional Cabeça de Velho, na cidade de Chimoio, província de Manica, encontra-se em risco iminente de colapso. O desgaste da estrutura, agravado pelas chuvas intensas que têm caído nos últimos tempos, tem despertado preocupações entre as autoridades, dado o perigo que representa tanto para a segurança do interior do estabelecimento como para a comunidade à volta.

Assim sendo, o problema mobilizou a atenção do Secretário de Estado da província de Manica, Lourenço Lindonde, que, segundo noticiou o Jornal Domingo, visitou recentemente a penitenciária no âmbito da monitoria das actividades do sector da justiça. No local, o dirigente constatou de perto o estado crítico do muro e a degradação avançada das instalações.

A vistoria revelou que o muro de vedação, em vários pontos, encontra-se sustentado apenas por estacas de reforço, medidas provisórias que não garantem a estabilidade da estrutura. No entanto, especialistas e responsáveis pelo estabelecimento consideram que esta solução é claramente insuficiente face ao nível de desgaste existente.

Para agravar a situação, a penitenciária apresenta sobrelotação, abrigando reclusos de diferentes regiões do país, bem como cidadãos estrangeiros condenados por variados crimes. Desta feita, a fragilidade do muro aumenta o risco de incidentes e potencia a vulnerabilidade da segurança do recinto.

O estado avançado de degradação suscita receios sobre a possibilidade de evasões, comprometendo as condições mínimas de segurança exigidas para infra-estruturas prisionais. Esta vulnerabilidade surge como um desafio adicional para as autoridades, num momento em que se exige maior controlo e estabilidade no sistema penitenciário da província.

Na ocasião, Lourenço Lindonde garantiu que o Governo está a mobilizar recursos financeiros para a reabilitação urgente do muro, com o intuito de restaurar a integridade da infra-estrutura e reforçar a segurança do estabelecimento. No entanto, o dirigente reconheceu que o sistema prisional enfrenta problemas estruturais mais amplos e complexos, defendendo a necessidade de intervenções faseadas que não apenas melhorem a segurança, mas também as condições de habitabilidade e a gestão de todos os estabelecimentos prisionais de Manica.

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