A oficina será dinamizada pelos coringas Alvim Cossa e Mevis Chongo, do CTO-Maputo, profissionais com vasta experiência no trabalho com comunidades deslocadas e de acolhimento, que utilizam as artes como ferramenta de harmonização social, criação de espaços seguros de diálogo e fortalecimento comunitário.
O Teatro do Oprimido, metodologia central da formação, é um instrumento participativo que promove a reflexão crítica e a construção colectiva de soluções para problemas sociais, possibilitando que comunidades afectadas por situações de vulnerabilidade encontrem caminhos de resiliência e superação.
No contexto de Mecula, a iniciativa visa contribuir para a prevenção da violência baseada no género, do abuso e exploração infantil, bem como de outros males que afectam populações deslocadas.
Além da participação das comunidades, a oficina contará com o envolvimento da equipa multissectorial sobre género, composta por membros da Polícia da República de Moçambique, técnicos dos Serviços Distritais de Educação e Saúde, Mulher, Género e Criança, entre outros actores locais comprometidos com a promoção de direitos humanos e da convivência pacífica.
A formação representa um marco importante na promoção do apoio psicossocial e da cidadania activa em contextos de crise, reafirmando a importância das artes no fortalecimento das comunidades e na construção de um futuro com mais esperança e justiça social.
Fonte: O País