InícioNacionalPolíticaPR recebe CNDH para avaliar situação dos direitos humanos no País 

PR recebe CNDH para avaliar situação dos direitos humanos no País 

Resumo

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se com a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) para discutir a situação dos direitos humanos no país, destacando desafios decorrentes de conflitos sociais e emergências recentes. A CNDH enfatizou a necessidade de reforçar institucional e financeiramente a Comissão para cumprir os seus mandatos, incluindo novas responsabilidades na monitorização de direitos humanos. O presidente da CNDH, Albachir Macassar, sublinhou a importância de fortalecer a capacidade da Comissão para lidar com as suas responsabilidades acrescidas. A audiência visou também transmitir ao Presidente as preocupações da instituição, num ambiente de abertura e diálogo construtivo.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu hoje, em audiência, a Comissão Nacional  dos Direitos Humanos (CNDH), encontro no qual a instituição  apresentou a sua avaliação sobre a evolução da situação dos direitos  humanos no país, os desafios decorrentes de conflitos sociais e  situações de emergência recentes, bem como a necessidade de  reforço institucional e financeiro da Comissão para cumprir os  mandatos que lhe foram atribuídos. 

Falando à imprensa no final da audiência, o presidente da CNDH,  Albachir Macassar, explicou que o encontro se enquadra no processo  de acompanhamento que o Presidente da República tem vindo a  realizar com diversas instituições públicas e organizações da  sociedade civil sobre a situação dos direitos humanos no país.

Durante o encontro, a Comissão apresentou a sua leitura sobre a  evolução da situação dos direitos humanos, particularmente tendo em  conta acontecimentos registados no ano passado e no início do  presente ano (manifestações violentas e calamidades naturais), que  colocaram novos desafios nesta área. 

Segundo Macassar, a actuação da Comissão neste contexto centrou se na sensibilização, promoção e acompanhamento de medidas  destinadas a garantir a protecção dos direitos dos cidadãos,  sobretudo em cenários marcados por conflitos sociais ou situações de  emergência. 

“E o papel que a Comissão teve neste momento foi, por um lado, de  sensibilização e promoção, e, por outro, de acompanhamento  daquilo que seriam as medidas a curto e longo prazos que podem ser  realizadas pelo Estado para garantir os direitos do cidadão em  situações principalmente como estas adversas, de conflitos sociais e  também de emergência, no caso deste ano”, acrescentou. 

A audiência serviu igualmente para apresentar ao Chefe do Estado as  preocupações da instituição relacionadas com o cumprimento das  suas atribuições e responsabilidades. 

“E também a Comissão apresentou aquilo que são as suas  preocupações em termos de trabalho, de uma forma geral, sobre  aquilo que é a própria tarefa fundamental do Estado, que o Estado  está a atribuir à Comissão”, referiu. 

Entre os pontos destacados esteve a ampliação dos mandatos  confiados à CNDH ao longo dos últimos anos, incluindo novas  responsabilidades na monitoria de instrumentos internacionais de  direitos humanos. 

“Falamos aqui, necessariamente, para além do mandato amplo que a  Comissão tem, desta recepção que a Comissão tem estado a ter de  novos mandatos. Há um mandato especial que foi atribuído à  Comissão em 2013, que é o mecanismo preventivo contra a tortura,  mas também, a bem pouco tempo, recebeu mais um mandato  especial que é o mandato como mecanismo de monitoria da 

implementação da Convenção sobre as Pessoas com Deficiência”,  explicou. 

Face a estas responsabilidades acrescidas, Macassar sublinhou a  necessidade de reforçar a capacidade institucional e financeira da  Comissão para garantir uma resposta adequada às suas funções. 

“São mandatos amplos, importantes, mas que é preciso, também,  para além de reforçar a parte institucional, reforçar o lado financeiro,  a robustez institucional da própria Comissão para que ela possa  responder melhor àquilo que seria o seu papel”, afirmou. 

No final, o presidente da CNDH considerou que o encontro decorreu  num ambiente de abertura e permitiu transmitir ao Chefe do Estado as  principais preocupações da instituição. 

“Portanto, esta foi a conversa que tivemos com Sua Excelência  Presidente da República. Foi muito bem conseguida, conseguimos  fazer chegar aquilo que são as nossas preocupações e Sua Excelência  Presidente da República recebeu também à altura destas  preocupações”, concluiu.

Fonte: O País

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