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Friday, January 9, 2026
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Preços de produtos frescos disparam em Chimoio 

Resumo

Os preços dos produtos frescos estão a aumentar na província de Manica, tornando a batata, o tomate e a cebola inacessíveis para pessoas com baixos rendimentos. Os vendedores justificam os preços mais altos devido à importação dos produtos. Manuel Queiroz, gestor agrónomo, critica a exportação de produtos frescos de uma província com terras aráveis. Os preços elevados estão a afetar principalmente os consumidores de classe média e alta. Por exemplo, o preço da batata-reno subiu de 350 para 600 meticais por saco de 10 quilos. Outros produtos como tomate, cebola, cenoura e feijão verde também estão mais caros. A dependência de importações de países vizinhos para produtos agrícolas básicos em Manica levanta questões sobre a falta de aproveitamento das condições agro-ecológicas locais. Manuel Queiroz propõe medidas como a planificação da produção e a competitividade do mercado para resolver esta situação.

Os preços de produtos frescos estão cada vez mais caros na província de Manica. A batata, o tomate e a cebola, por exemplo, tornaram-se inacessíveis para pessoas de baixa renda. Os vendedores justificam que os produtos são importados e por isso estão mais caros. Já o gestor agrónomo, Manuel Queiroz, diz não fazer sentido uma província com terras aráveis continuar a exportar produtos frescos.

O “O País” escalou vários mercados da cidade de Chimoio e constatou que os preços de produtos frescos estão apenas ao nível dos bolsos de pessoas de classe média e alta. A batata-reno saiu dos 350 meticais o saco de 10 quilos para 600. Os vendedores dizem que a batata é importada da África do Sul e a adquirem em Maputo.

“Se a batata está 420, em Maputo, temos que contar com os 85 de transporte, praticamente chega aqui já a 505. Depois temos de pagar os homens que fazem o descarregamento. Por isso, temos de vender a 600 meticais”, justificou um vendedor. 

O tomate, a cebola, a cenoura e o feijão verde estão também entre os produtos que tornaram-se para gente endinheirada. Os preços praticados estão a sufocar os bolsos dos consumidores.

“Tomate está a 2 mil cada caixa. Então, quando compramos para vender não sai e lá onde compramos está muito caro”, reclamam os vendedores. 

Izilda do Rosário foi ao mercado Catanga para comprar batata-reno, mas surpreendeu-se com o preço. E teve que concentrar as suas atenções apenas nos temperos, porque o dinheiro não bastava para a compra de batata. 

Manica é uma província com condições agro-ecológicas para a produção de hortícolas e leguminosas. O que estará a falhar para continuar a depender dos países vizinhos para ter produtos agrícolas básicos. Manuel Queiroz é especialista em Agronomia, com mais de 20 anos de experiência e avança algumas propostas como  planificação e organização da produção e a competitividade do mercado. 

Enquanto estas soluções não são aplicáveis, os preços de produtos frescos em Manica continuam aquém das necessidades de pacatos cidadãos.

Fonte: O País

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