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Mais de 900 funcionários do Município de Quelimane sem salário há seis meses 

Resumo

O Município de Quelimane enfrenta uma grave crise financeira há mais de seis meses, com uma dívida salarial superior a 72 milhões de meticais, afetando mais de 900 funcionários. A falta de transferência de cerca de 150 milhões de meticais pelo Estado central comprometeu a planificação anual do município, levando a atrasos nos salários desde julho do ano passado. A situação agravou-se durante o período festivo, com vereadores, membros da Assembleia Municipal e funcionários sem receber ordenados no Natal e Ano Novo. Para reduzir custos, o município teve de exonerar vereadores e diretores, devido ao peso salarial mensal de cerca de 12 milhões de meticais. Enquanto não houver uma solução definitiva, mais de 900 famílias aguardam ansiosamente pelos salários em atraso.

O Município de Quelimane enfrenta uma grave crise financeira, há mais de seis meses. A dívida salarial supera os 72 milhões de meticais e afecta mais de 900 funcionários. Segundo o edil Manuel de Araújo, o problema começou quando o Estado central não canalizou cerca de 150 milhões de meticais, valor que estava previsto na planificação anual do município.

A situação tornou-se ainda mais crítica no período festivo. Vereadores, membros da Assembleia Municipal e funcionários em geral passaram o Natal e a transição do ano sem receber os seus ordenados. De acordo com relatos, desde Julho do ano passado nenhum salário foi pago.

Mas afinal, o que está a acontecer? O edil explica que toda a planificação foi comprometida devido a uma promessa, que considera falsa, de que fundos seriam transferidos pelo nível central. Com um peso salarial mensal de cerca de 12 milhões de meticais, o município viu-se obrigado a avançar com exonerações de vereadores e directores para tentar reduzir custos.

Enquanto não houver uma solução definitiva, mais de 900 famílias continuam à espera de respostas e, sobretudo, dos salários em atraso.

Fonte: O País

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