Nacala, (Moçambique), 25 Jul. (AIM) – A fábrica de Cimentos de Nacala, reinaugurada nesta sexta-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, triplicou a sua capacidade de produção, de 390 mil para 1,2 milhão de toneladas anuais.
Passou de 150 para 700 postos de trabalho, entre directos e indirectos, e garante agora o abastecimento de toda a região norte do país, além de exportar cimento para os Comores e Madagáscar.
Os resultados foram apresentados pelo director-executivo da Cimentos de Moçambique, Fernando Barreto, que destacou a unidade industrial como um investimento certo para o desenvolvimento económico da região e para o fortalecimento da capacidade produtiva nacional.
A fábrica de Nacala foi ampliada e modernizada com um investimento de 110 milhões de dólares norte-americanos, permitindo ao país produzir localmente o clinker, principal matéria-prima da indústria cimenteira, eliminando a necessidade da sua importação.
“Com todo esse processo, a mão-de-obra gerada tem impacto positivo nas comunidades aqui do Norte, o que é muito importante. Além disso, usando o cais, passámos a exportar cimento para as ilhas do Índico. Hoje, o cimento moçambicano já chega aos Comores e a Madagáscar com grande aceitação, gerando divisas para Moçambique”, afirmou Barreto.
Explicou que a nova linha de produção representa um marco para a região, ao elevar a capacidade anual da fábrica para 1,2 milhão de toneladas, assegurando o fornecimento de cimento a todas as províncias do Norte.
“Com o novo forno e o investimento realizado, passámos a produzir o clinker. É um marco histórico para a região, porque garantimos o abastecimento de toda a zona norte e reforçamos a capacidade produtiva do país”, sublinhou.
Segundo o responsável, a fábrica desempenhará igualmente um papel relevante no fornecimento de cimento ao projecto de gás natural liquefeito (LNG), em Afungi, província de Cabo Delgado.
“Além da fábrica, construímos um cais, que permitirá transportar cimento directamente para o projecto de gás. Na fase inicial, estimamos um consumo próximo de 120 mil toneladas no próximo ano, assegurando conteúdo local para um dos maiores investimentos em curso no país”, explicou.
O director-executivo considera ainda que a produção local de clinker traz ganhos económicos significativos, ao reduzir custos de produção, estabilizar o abastecimento e aliviar a pressão sobre as reservas em divisas.
“Há dois anos registávamos, por vezes, escassez de cimento no Norte. Com o fim da importação de clinker e o aumento da eficiência produtiva, conseguimos reduzir os custos de produção, o que já se reflecte no preço do cimento”, afirmou.
Segundo Barreto, o preço do cimento na região norte baixou cerca de 80 meticais por saco nos últimos meses, tornando o produto mais acessível às famílias e ao sector da construção.
A empresa deixou igualmente de importar cerca de 300 mil toneladas de clinker por ano, operação que representava um custo anual estimado em 50 milhões de dólares.
“É uma poupança importante para o país, sobretudo em divisas. Somos hoje a maior fábrica de cimento de Moçambique, com presença em todas as regiões”, concluiu.
A Cimentos de Moçambique celebra 100 anos de actividade. Fundada em 1924, integra actualmente o grupo chinês Huaxin, criado em 1907 e reconhecido entre os principais produtores mundiais de materiais de construção.
AIM/
Fonte: aimnews




