InícioRevistaTecnologiaModo de avião carrega a bateria mais depressa? Testes revelam a verdade

Modo de avião carrega a bateria mais depressa? Testes revelam a verdade

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A velocidade de carregamento dos smartphones continua a ser uma das maiores preocupações. Para poupar alguns minutos ao pé da tomada, popularizou-se ao longo dos anos a prática de ativar o modo de avião durante a recarga. A premissa parecia lógica para a bateria acumular energia com maior rapidez. A verdade surge agora com novos testes.

No entanto, testes detalhados a vários equipamentos revelam que esta solução está longe de oferecer os resultados esperados. Ensaios cronometrados realizados com telemóveis topo de gama recentes, incluindo o Google Pixel 8 Pro, o iPhone 16 Pro e o Motorola Razr 60 Ultra, demonstraram que o impacto deste ajuste é quase impercetível.

No caso do modelo da Motorola, o tempo necessário para completar a carga passou de 45 minutos para 44 minutos e trinta segundos. Uma diferença de escassos trinta segundos que dificilmente justifica cortar as comunicações e perder chamadas ou avisos importantes na rotina diária. A reduzida utilidade desta prática explica-se, em grande parte, pelo avanço dos sistemas de carregamento rápido modernos.

Com transformadores e protocolos capazes de debitar potências elevadas, a energia consumida pelos módulos de rede móvel, Wi-Fi ou Bluetooth representa uma percentagem insignificante do fluxo total enviado para a bateria. Além disso, ativar o modo de avião apenas suspende a procura de redes e certas sincronizações, mantendo o sistema operativo em pleno funcionamento e a consumir recursos.

A única situação em que esta opção apresenta ganhos ligeiramente mais visíveis ocorre ao utilizar carregadores antigos e de fraca potência em baterias de grande capacidade. Nesses cenários pontuais, a redução do consumo do equipamento pode poupar entre cinco a dez minutos no processo completo de recarga. Outro fator determinante na velocidade do processo é a gestão térmica do dispositivo.

A utilização do telemóvel enquanto está ligado à tomada gera calor adicional, levando os fabricantes a reduzirem automaticamente a potência de carregamento para proteger os componentes internos. Por essa razão, flutuações de temperatura ou o simples ato de acender o ecrã têm um impacto significativamente superior na duração da carga do que o estado das redes sem fios.

Para quem necessita de maximizar a percentagem da bateria no menor tempo possível, a alternativa eficaz passa por desligar o equipamento. Sem o sistema operativo e apps a consumir energia, a temperatura do dispositivo fica mais baixa e a poupança real no tempo de carregamento situa-se entre os 5% e os 10%. A recomendação passa por manter o dispositivo em repouso e utilizar sempre um transformador e cabo compatíveis com a potência máxima suportada pelo fabricante.

 

Fonte: Pplware

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