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PROFISSIONAIS DE SAÚDE AMEAÇAM PROLONGAR A GREVE

Resumo

Profissionais de saúde moçambicanos em greve desde 16 de janeiro ameaçam prolongar paralisação sem avanços nas negociações com o Governo. Associação acusa Executivo de falta de compromisso, exigindo pagamento integral do 13.º salário de 2025 e melhores condições de trabalho. Greve inicialmente de 30 dias estende-se por mais 30 dias devido à falta de diálogo produtivo. Crise no setor da saúde revela problemas estruturais, com relatos de dificuldades no atendimento e pressão sobre sistema já fragilizado. Profissionais mantêm pressão sobre Governo por soluções claras e afirmam que continuação da greve depende da evolução das negociações e medidas concretas apresentadas.

Por: Alfredo Júnior

Os profissionais de saúde moçambicanos, em greve desde 16 de janeiro, advertiram que a paralisação poderá ser prolongada caso não haja avanços concretos nas negociações com o Governo. A posição foi reiterada pela Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), que acusa o Executivo de falta de compromisso na resolução das reivindicações da classe.

A greve, inicialmente convocada para 30 dias, foi motivada sobretudo pela decisão do Governo de pagar apenas 40% do 13.º salário de 2025 aos funcionários públicos, medida que os profissionais consideram insuficiente e desvalorizadora do seu trabalho. A classe exige o pagamento integral do subsídio, além de melhorias nas condições de trabalho no setor da saúde.

Segundo o presidente da associação, Anselmo Muchave, a decisão de prolongar a paralisação resulta da ausência de um diálogo considerado “sério, transparente e produtivo” com o Executivo. O responsável afirma que, apesar de vários apelos e manifestações públicas, as negociações não produziram resultados concretos.

Diante desse cenário, os profissionais decidiram prorrogar a greve por mais 30 dias, mantendo a pressão sobre o Governo para que apresente soluções claras para as suas reivindicações.

A associação alerta ainda que a crise no setor da saúde reflete problemas estruturais do sistema nacional, incluindo condições precárias de trabalho e escassez de recursos humanos e materiais nas unidades sanitárias.

A paralisação tem levantado preocupações quanto ao impacto nos serviços de saúde no país. Relatos indicam dificuldades no atendimento em várias unidades sanitárias desde o início da greve, agravando a pressão sobre um sistema que já enfrenta desafios significativos.

Enquanto isso, os profissionais reiteram que a continuação da greve dependerá da evolução das negociações com o Governo e da apresentação de medidas concretas para responder às exigências da classe.

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