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p style=”margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial”>O Banco Mundial uniu-se a quatro dos mais influentes think tanks africanos para criar a Network for Impact in Africa, uma iniciativa que pretende transformar a produção e a utilização de conhecimento aplicado, reforçando a voz africana nas soluções de desenvolvimento.
O Banco Mundial apresentou uma nova plataforma de cooperação estratégica em África, a Network for Impact in Africa (NIA), criada em parceria com quatro think tanks de referência no continente. O objectivo é simples, mas estrutural: transformar a forma como o conhecimento é produzido, adaptado e aplicado, reforçando o papel das instituições africanas na definição de políticas públicas e acelerando resultados de desenvolvimento nos países.
Uma Nova Arquitetura de Conhecimento Para África
O anúncio, feito em Washington, assinala uma mudança significativa na estratégia global do Banco Mundial para reforçar a produção de conhecimento orientado para resultados. A NIA surge como uma plataforma que combina expertise africana e experiência internacional, com o propósito de gerar soluções adaptadas aos contextos específicos de cada país.
Axel van Trotsenburg, Senior Managing Director do Banco Mundial, explicou que a iniciativa se insere na transformação mais ampla da instituição para se tornar uma “Knowledge Bank mais conectada, inclusiva e orientada para impacto”. Como sublinhou, “estamos a repensar a forma como o conhecimento é criado e usado — integrando a expertise local desde o início e amplificando as vozes africanas na formulação de soluções que geram resultados reais.”
Parcerias que Reforçam a Voz e a Capacidade Africana
A NIA junta cinco actores institucionais de grande peso intelectual:
A iniciativa funciona como um ecossistema de co-criação de conhecimento, permitindo que decisores políticos dos países africanos recebam aconselhamento apoiado simultaneamente por dados globais e por conhecimento local contextualizado.
Para Victor Murinde, Director Executivo do AERC e co-presidente da NIA, este modelo representa um salto qualitativo. “A NIA reforça a nossa capacidade de inovar e aprender mutuamente. Com esta parceria, podemos construir capacidade duradoura e desenvolver abordagens que reflitam a diversidade e a ambição do continente.”
Uma Rede Leve, Adaptável e Preparada Para Escalar
A NIA foi concebida como uma rede flexível, com governança partilhada e estrutura colaborativa. O modelo prevê que a plataforma cresça de forma gradual, incorporando novos membros e assegurando maior representatividade regional.
Ao privilegiar soluções accionáveis e adaptadas ao terreno, a plataforma posiciona-se como um instrumento para acelerar reformas e melhorar o impacto das intervenções do Banco Mundial nos países africanos — sobretudo em áreas como desenvolvimento económico, produtividade, políticas sociais, competitividade e governação.
Da Produção de Conhecimento à Acção: O Que a NIA Pode Mudar
O grande desafio do continente não é apenas gerar conhecimento, mas convertê-lo em políticas públicas executáveis, contextualizadas e politicamente viáveis.
A NIA propõe-se precisamente colmatar esta lacuna.
Ao colocar think tanks africanos no centro da cadeia de produção de conhecimento aplicada, a iniciativa:
A médio prazo, poderá influenciar de forma directa processos de formulação de políticas nos países, introduzindo maior densidade analítica africana na agenda global de desenvolvimento.
Um Marco Estrutural na Relação Entre África e o Banco Mundial
A criação da Network for Impact in Africa não é apenas mais um programa institucional — representa uma mudança de paradigma.
Assinala o reconhecimento de que o conhecimento deve ser co-produzido, partilhado e legitimado localmente, e que África não pode ser apenas receptora de modelos globais, mas autora activa das suas próprias soluções.
Se a implementação seguir a ambição anunciada, a NIA poderá tornar-se uma das mais relevantes plataformas de cooperação intelectual e operacional no continente na próxima década.
Fonte: O Económico






