O Sector Empresarial do Estado (SEE) consolidou, em 2024, a sua relevância na economia nacional ao ultrapassar a marca de um bilião de meticais em activos, o equivalente a 69 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados constam do relatório preliminar de contas consolidadas, apresentado pelo Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE) durante a 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2025).
Segundo o documento, os activos do SEE registaram um crescimento de 11% em comparação com 2023, num desempenho que reflete a expansão da base patrimonial das empresas públicas e participadas.
As 22 empresas do sector, entre públicas e de capitais mistos, asseguraram no exercício de 2024 16.523 empregos directos e alcançaram 29,03 mil milhões de meticais em resultados operacionais. Contudo, o relatório assinala também uma redução no número de empregos face a anos anteriores, devido aos processos de reestruturação em curso.
Na apresentação do relatório, o Director de Investimentos do IGEPE, Roberto de Sousa, destacou que o passivo totalizou 606 mil milhões de meticais, enquanto a contribuição fiscal do sector foi de 26,31 mil milhões de meticais. Estes números, segundo o responsável, apontam para uma tendência de crescimento sustentado dos activos do SEE, apesar dos desafios de tesouraria enfrentados por várias empresas.
O documento sublinha igualmente que, embora no último trimestre de 2024 e no primeiro trimestre de 2025 tenha havido dificuldades generalizadas, já começam a verificar-se sinais de recuperação da capacidade produtiva.
A Presidente do IGEPE, Ana Coanai, realçou que os números apresentados são ainda provisórios, mas adiantou que, caso as empresas conseguissem fechar as suas contas até Junho, seria possível dispor já do relatório consolidado na versão final. “Mesmo assim, os dados revelam um desempenho encorajador”, referiu, sublinhando que o objectivo é concluir o documento até ao final de 2025.
Durante a FACIM, o IGEPE também assinalou a presença conjunta das empresas do SEE num pavilhão único, simbolizando a unidade estratégica do sector no esforço de modernização e eficiência.
Fonte: O Económico