InícioDesportoEstrela da Amadora-Benfica, 2-3 (crónica)

Estrela da Amadora-Benfica, 2-3 (crónica)

O Benfica segurou três pontos no cofre, com duas tentativas de arrombamento. Se Bruno Lage tinha dito na antevisão que queria «blindar» a equipa do ruído exterior, no Estádio José Gomes, na Amadora, o Benfica defendeu os três pontos de forma aguerrida (3-2).

Com dois golos de rajada no início, os encarnados ainda complicaram a própria vida na segunda parte, com um golo oferecido ao Estrela da Amadora por Pavlidis. No entanto, foi o grego o grande impulsionador desta vitória, participando nos três golos das águias. Arthur Cabral ainda falhou uma grande penalidade no ‘cair do pano’, numa altura em que é associado à saída.

RECORDE AQUI O FILME DO JOGO

Bruno Lage lançou Manu Silva de início, na estreia a titular com as cores do Benfica. Além disso, trocou Bah por Carreras na esquerda da defesa e Schjelderup por Akturkoglu, na esquerda do ataque. Já José Faria alterou cinco peças em relação à derrota com o Sp. Braga, estreando os reforços Amine e Chico Banza.

O efeito surpresa do Estrela da Amadora esfumou-se logo nos minutos iniciais do encontro. Um canto à esquerda do ataque, aos seis minutos de jogo, deu origem ao primeiro golo dos encarnados. Um primeiro desvio de Vangelis Pavlidis ao primeiro poste enviou a bola para o segundo, onde estava Nicolás Otamendi à esperda. O argentino cabeceou forte e Gudzulic ainda travou a tentativa, mas já dentro da baliza. João Pinheiro mandou esperar durante uns momentos e o VAR confirmou que o esférico tinha entrado dentro da baliza.

Nem dez minutos depois, aos dez minutos de jogo, novo golo de bola parada. Desta vez num livre lateral batido à esquerda. A bola foi bem puxada entre os atacantes e a zona do guarda-redes, originando dois desvios – Pavlidis deu um ligeiro e toque e Dramé, azarado, introduziu a bola na própria baliza.

Dois golos de vantagem davam outra tranquilidade às águias, que trocavam a bola sem problemas no seu meio-campo, com destaque para a segurança de Manu Silva na distribuição. Ao mesmo tempo, era concedido muito espaço ao antigo homem do V. Guimarães, entre as linhas do ataque e do meio-campo do Estrela.

Porém, o Estrela da Amadora começou a ter algumas saídas rápidas para o ataque, levantando o véu defensivo do Benfica. Numa delas, aos 29 minutos, Diogo Travassos, lateral emprestado pelo Sporting, estreou-se a marcar como profissional e logo diante do rival Benfica. Pegou na bola no corredor direito, cortou para dentro e confiou no remate de pé esquerdo, de fora da área. Teve sorte, porque o esférico desviou num defesa e acabou por trair Trubin. A equipa da casa ganhava um novo ânimo.

Num final de primeira parte mais equilibrado, foi mesmo o Benfica que aumentou a vantagem. De novo, a partir de um lance de bola parada. Canto à direita ressacado pela defesa do Estrela ao primeiro poste sobrou para fora da grande área. Manu Silva intercetou quando a defesa do Estrela estava a subir e traiu o movimento dos amadorenses. A bola foi ter com Pavlidis que, com espaço, atirou um míssil para o fundo das redes.

Depois de uma primeira metade em que Pavlidis esteve em evidência pela positiva, na segunda o grego ‘borrou a pintura’. Num atraso displicente para o meio acabou por entregar a bola para o extremo do Estrela Chico Banza. Astuto, contornou Trubin e rematou para a baliza vazia.  Golo na estreia. Entrada a ‘frio’ do Benfica na segunda parte e Pavlidis pedia desculpa aos colegas.

Numa segunda metade mais acidentada do que a primeira, crescia a dificuldade das águias em criar ocasiões de golo. As melhores chances de golo surgiam pelo corredor direito, com Di María como denominador comum. Akturkoglu esteve errático e apagado, como um lance em que acertou na barra de chapéu, quando tinha espaço para fazer melhor, ilustrou.

No entanto, Lage foi obrigado a abdicar do argentino, por lesão. A chegar aos 70 minutos, Di María sentou-se no relvado e teve de ser rendido por Schjelderup. O norueguês foi para a esquerda, Akturkoglu deslocou-se para a direita. Porém, um substituto teria responsabilidade particular no resultado - Arthur Cabral.

Ele, que antes do jogo não tinha encontrado o caminho para o estádio, também não encontrou o caminho para o golo da marca dos onze metros. De forma algo displicente, permitiu que Gudzulic brilhasse. O jogo esteve em aberto até ao final, mas o Benfica acabou mesmo por ganhar e somar três pontos depois de uma derrota em Rio Maior na última jornada. 

Fonte: Mais Futebol

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