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PR Garante Mais Reformas Para Travar Mineração Ilegal e Acelerar Industrialização do Grafite em Niassa

Com a inauguração da primeira fábrica de processamento de grafite do país, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reafirma a aposta na transformação local dos recursos naturais, no reforço da soberania económica e no combate à mineração ilegal.

Uma Nova Etapa da Industrialização Nacional

Moçambique inaugurou, esta quinta-feira, no distrito de Nipepe, província de Niassa, a sua primeira Fábrica de Processamento de Grafite, marcando uma viragem estratégica no modelo de exploração dos recursos minerais, ao privilegiar a transformação local e a criação de valor acrescentado.

A unidade industrial, implantada no povoado de Muichi e pertencente à empresa DH Grafite, representa um investimento de cerca de 200 milhões de dólares norte-americanos e foi inaugurada pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, num acto que o Chefe do Estado classificou como “um verdadeiro momento de afirmação nacional e de soberania económica”.

Segundo o Presidente, a fábrica simboliza a transição de Moçambique de mero exportador de matérias-primas brutas para produtor, transformador e exportador de bens industriais, alinhando-se com a visão governamental de industrialização sustentável.

“Estamos a afirmar uma visão de país que deixa de ser apenas fornecedor de matéria-prima bruta e passa a afirmar-se como produtor e exportador de valor acrescentado”, declarou o Chefe do Estado.

Grafite Como Pilar da Estratégia Industrial

A nova unidade integra toda a cadeia de valor do grafite — desde a prospecção e extracção até ao processamento e comercialização — beneficiando da proximidade às áreas de ocorrência do minério, o que reduz custos logísticos e reforça a competitividade do produto nos mercados nacional e internacional.

O grafite assume particular relevância estratégica num contexto global marcado pela transição energética e pela crescente procura por minerais críticos utilizados na produção de baterias, veículos eléctricos e tecnologias limpas, posicionando Moçambique numa rota de maior integração nas cadeias industriais globais.

Industrialização em Contexto de Adversidade Climática

A inauguração ocorre num momento em que o país enfrenta cheias e inundações no sul, realidade que, segundo o Presidente da República, não compromete a agenda estratégica de desenvolvimento económico.

“Mesmo em tempos difíceis, Moçambique não abdica do seu futuro e o seu povo não para de trabalhar”, afirmou Daniel Chapo.

No mesmo contexto, o Presidente anunciou o restabelecimento da circulação na Estrada Nacional Número 1, no troço 3 de Fevereiro–Incoloane, na província de Maputo, sublinhando a importância da conectividade rodoviária para a resiliência económica.

Infra-estruturas e Impacto Regional

Para além da componente industrial, o investimento em Nipepe inclui um conjunto de infra-estruturas estruturantes com impacto regional, nomeadamente:

Estas infra-estruturas reforçam a mobilidade, o acesso à energia e a integração económica regional, criando condições para novos investimentos produtivos.

Emprego, Reassentamento e Desenvolvimento Local

No plano social, o projecto emprega actualmente cerca de mil trabalhadores efectivos e mais de 200 trabalhadores temporários, maioritariamente moçambicanos. Foi igualmente acompanhado por um processo de reassentamento que incluiu a construção de 125 habitações, uma escola, um hospital, uma esquadra policial e uma nova zona residencial moderna.

O Governo sublinha que este modelo reflecte uma abordagem de investimento responsável, em que o desenvolvimento industrial se traduz em progresso colectivo e melhoria das condições de vida das comunidades locais.

Reformas Para Travar a Mineração Ilegal

Durante a cerimónia, o Presidente da República reiterou o compromisso do Executivo em aprofundar reformas no sector mineiro e energético, com vista a travar a mineração ilegal, reforçar o licenciamento, garantir o acesso equitativo aos recursos naturais e promover emprego, sobretudo entre os jovens.

O Chefe do Estado sublinhou que a industrialização só será sustentável se assente num quadro regulatório robusto, transparente e capaz de disciplinar a exploração dos recursos minerais.

Um Sinal aos Investidores

Ao encerrar a cerimónia, Daniel Chapo apelou a mais investidores nacionais e estrangeiros para apostarem na industrialização do país, assegurando que Moçambique continuará a criar condições para investimentos sustentáveis, responsáveis e alinhados com os objectivos de desenvolvimento económico e social.

Com a entrada em funcionamento da fábrica de grafite de Nipepe, o país dá um passo decisivo na consolidação de uma nova fase da industrialização, ancorada na transformação local dos recursos naturais e na ambição de construir uma base económica mais resiliente e inclusiva.

Fonte: O Económico

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