Resumo
Governo de Moçambique anuncia défice de 14,3 mil milhões de dólares no sector dos recursos hídricos, defendendo investimento urgente em água e saneamento devido a pressões climáticas e crescimento populacional. Apenas 63% da população tem acesso a água potável e 38,9% a saneamento, com zonas rurais a enfrentar desafios maiores, incluindo mais de 7 milhões de pessoas a praticar defecação ao ar livre. Setor apresenta perdas de cerca de 45% no abastecimento de água, limitando eficiência e sustentabilidade dos serviços. Destacada a necessidade de mobilizar financiamento, reforçar regulação e melhorar gestão dos recursos hídricos para acelerar acesso universal à água e saneamento.
Durante a Mesa Redonda Nacional do Sector de Águas que decorreu ontem, 23 de março, em Maputo, o Governo anunciou um défice de 14,3 mil milhões de dólares no sector dos recursos hídricos e defendeu a necessidade urgente de reforçar o investimento em água e saneamento, face às crescentes pressões climáticas e ao crescimento populacional.
A posição foi apresentada pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, durante a Mesa Redonda Nacional do Sector de Águas, realizada em Maputo, após o Dia Mundial da Água.
O governante indicou que apenas 63% da população tem acesso à água potável e 38,9% ao saneamento, sendo este último o maior desafio, sobretudo nas zonas rurais, onde mais de 7 milhões de pessoas ainda praticam defecação ao ar livre.
O sector enfrenta ainda perdas de cerca de 45% no abastecimento de água, o que limita a eficiência e a sustentabilidade dos serviços.
Durante o encontro, foi destacada a necessidade de mobilizar financiamento em escala, reforçar a regulação e melhorar a gestão dos recursos hídricos, considerados estratégicos para a economia. O Governo aposta numa nova fase de reforma e investimento para acelerar o acesso universal à água e ao saneamento.






