A Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC) lançou oficialmente os Prémios FUNDEC 2026, uma iniciativa que visa promover o mérito, estimular a inovação e valorizar o capital humano nacional, com particular enfoque no empreendedorismo jovem e no jornalismo económico.O lançamento decorre num momento em que Moçambique enfrenta desafios estruturais exigentes, reforçando a necessidade de criar plataformas credíveis que incentivem a excelência, a criatividade e a produção de conhecimento aplicado ao desenvolvimento económico.Na sua intervenção, o Presidente do Júri do Prémio Jovem Empreendedor, Paulo Oliveira, sublinhou que a iniciativa pretende “identificar, reconhecer e apoiar jovens empreendedores moçambicanos com iniciativas inovadoras, sustentáveis e com impacto económico e social relevante”.Um dos pilares centrais da iniciativa é o Prémio de Jornalismo Económico. De Acordo com João Carlos, Director do O.Económico e âncora do programa televisivo “Semanário Economico”, ambos referência no jornalismo económico e empresarial em Moçambique, a iniciativa parte da premissa de que o jornalismo económico desempenha um papel estruturante na qualificação do debate público, na promoção da transparência e no reforço da cidadania económica.Intervindo na ocasião, na qualidade de Júri do Prémio, João Carlos clarificou que o objectivo é valorizar o jornalista económico enquanto intérprete das dinâmicas económicas e empresariais, contribuindo para uma sociedade mais informada e preparada para enfrentar desafios complexos.Num contexto de crescente interdependência económica, o reforço da qualidade editorial e da especialização jornalística surge como um investimento estratégico na boa governação e na literacia financeira.João Carlos, disse na cerimónia de apresentação, que os prémios de jornalismo económico têm vindo a afirmar-se internacionalmente como uma boa prática institucional, contribuindo para elevar padrões editoriais, incentivar investigação e reconhecer o papel da comunicação social no ecossistema económico. Acrescentou que, em Moçambique, a prática começa a consolidar-se, reflectindo uma crescente maturidade institucional e uma valorização progressiva do papel do jornalismo económico no desenvolvimento nacional.A criação deste prémio surge, assim, como parte de um movimento mais amplo de fortalecimento das instituições e de promoção de uma cultura de mérito e excelência.A FUNDEC estruturou o processo de avaliação com base em princípios de independência técnica, transparência e rigor, assegurando maior credibilidade e confiança pública.O modelo adoptado prevê a nomeação dos presidentes dos júris pelo Conselho de Administração, cabendo a estes a constituição das equipas de avaliação, garantindo diversidade de competências e imparcialidade.Foram igualmente incorporados mecanismos de prevenção de conflitos de interesse, critérios objectivos de avaliação e instrumentos de transparência processual, reforçando a legitimidade da iniciativa.Para o empresário Paulo de Oliveira, o Prémio Jovem Empreendedor assume particular relevância num país com uma população maioritariamente jovem e com elevado potencial de inovação e criação de valor.“A iniciativa procura não apenas premiar ideias, mas valorizar visão, capacidade de execução e compromisso com o desenvolvimento económico e social”. AjustouNeste sentido, de acordo com Paulo de Oliveira, “o prémio posiciona-se como uma plataforma de estímulo ao empreendedorismo e à criação de riqueza, contribuindo para a geração de emprego e inclusão económica”.O concurso decorrerá entre 15 de Maio e 31 de Outubro de 2026, seguindo-se a fase de avaliação técnica em Novembro e a gala de premiação prevista para a primeira quinzena de Dezembro.A ambição dos promotores é clara: transformar os Prémios FUNDEC numa referência nacional de excelência, mérito e valorização do capital humano, tanto no domínio empresarial como no jornalístico.Num contexto em que o desenvolvimento económico depende cada vez mais da qualidade das instituições e da capacidade de mobilizar talento, iniciativas desta natureza assumem um papel determinante na construção de uma economia mais dinâmica, inclusiva e competitiva.
Fonte: O Económico






