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Chapo entrega sistemas de água em Niassa e promete continuar a melhorar condições das comunidades

Resumo

O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou dois sistemas de abastecimento de água em Mandimba e Mavago, Niassa, como parte de um projeto para melhorar o acesso à água potável na região. Estima-se que mais de 60 mil pessoas sejam beneficiadas, podendo ultrapassar 80 mil no futuro. A obra, financiada pelo Japão, é vista como um avanço importante para as comunidades locais. Chapo enfatizou a importância da paz e segurança para o desenvolvimento do país, alertando para a desinformação e boatos que visam desestabilizar. Os novos sistemas de água têm o potencial de melhorar a qualidade de vida, especialmente para mulheres e raparigas, ao facilitar o acesso à água e promover a produção agrícola doméstica. O Governo lançou o programa ProÁguaS para expandir os sistemas de abastecimento em todo o país, visando criar melhores condições de vida para a população.

O Presidente da República, Daniel Chapo, entregou, esta quinta-feira, dois sistemas de abastecimento de água nos distritos de Mandimba e Mavago, na província de Niassa, reafirmando o compromisso do Governo em continuar a melhorar, de forma gradual, as condições de vida das populações.

As infra-estruturas fazem parte de um projecto que abrange igualmente os distritos de Majune e Muembe, no quadro do reforço do acesso à água potável naquela província do norte do país.

Durante a cerimónia de inauguração do sistema de abastecimento de água de Mandimba, o Chefe do Estado afirmou que a obra representa um avanço importante para as comunidades locais, estimando-se que mais de 60 mil pessoas sejam actualmente beneficiadas, número que poderá ultrapassar 80 mil no futuro.

“Viemos aqui para entregar o vosso sistema de abastecimento de água”, declarou o Presidente, acrescentando que o Executivo pretende expandir o acesso à água em diferentes regiões do país.

Segundo Daniel Chapo, os sistemas resultam da cooperação entre Moçambique e o Japão, que financiou o projecto no âmbito da parceria bilateral para o desenvolvimento.

“Conseguimos construir este sistema graças aos nossos irmãos, o povo do Japão, que trabalha connosco como um país irmão”, afirmou.

O Governo japonês considera que a iniciativa se enquadra igualmente nos esforços de apoio ao desenvolvimento do Corredor de Nacala, visando melhorar o bem-estar das comunidades e assegurar benefícios duradouros às populações.

Na sua intervenção, o estadista moçambicano defendeu que a paz e a segurança são indispensáveis para o desenvolvimento do país, apelando às populações para rejeitarem actos de violência motivados por rumores e desinformação.

“Não há nenhum país no mundo que se desenvolva sem paz e segurança”, afirmou, alertando para a circulação de informações falsas em algumas regiões do país.

O Presidente condenou igualmente boatos relacionados com alegados desaparecimentos ou atrofiamento de órgãos genitais masculinos, classificando tais informações como tentativas de desestabilização social.

“É mentira! É boato! Querem distrair o povo. São inimigos do desenvolvimento e da paz”, declarou.

Daniel Chapo considerou ainda que os novos sistemas de abastecimento de água irão reduzir o sofrimento das famílias, sobretudo das mulheres e raparigas, tradicionalmente responsáveis pela recolha de água.

“Hoje, com torneira em casa, já não precisa de acordar cedo para procurar água. Basta abrir a torneira no quintal e a água sai”, afirmou.

Segundo o Presidente, a proximidade do acesso à água poderá igualmente contribuir para melhorar a frequência escolar e aumentar a produtividade das famílias.

O Chefe do Estado revelou ainda que o Governo lançou recentemente, em Maputo, o programa nacional ProÁguaS, destinado a mobilizar financiamento e acelerar a expansão dos sistemas de abastecimento de água em todo o território nacional.

“O nosso objectivo como Governo é criar melhores condições de vida para o povo”, afirmou, acrescentando que o programa pretende reforçar o acesso à água “do Rovuma a Maputo, do Índico ao Zumbo”.

O Presidente apelou igualmente à conservação das infra-estruturas e defendeu a necessidade de os consumidores contribuírem para a sustentabilidade dos sistemas através do pagamento pelos serviços prestados, de modo a garantir recursos para manutenção, tratamento da água e expansão da rede.

Na parte final do discurso, Daniel Chapo incentivou as famílias a aproveitarem a disponibilidade de água para reforçar a produção agrícola doméstica, promovendo o programa “uma família, uma horta”.

“Com água em casa e esta terra fértil que estamos a ver aqui em Mandimba, não faz sentido continuarmos a comprar certas coisas”, afirmou.

O Presidente reconheceu ainda que Mandimba continua a enfrentar desafios ligados ao acesso à água, estradas, energia, escolas, hospitais e medicamentos, assegurando, contudo, que o Governo continuará a responder às preocupações das populações de forma gradual.

Fonte: O País

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