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Camisolas de Portugal apanhadas em milionário esquema de contrafação que foi desmontado a horas do Mundial

Resumo

Em Hong Kong, foram apreendidas dezenas de milhares de camisolas falsas de seleções participantes no Mundial de 2026, no valor total de quase 20 milhões de euros, apenas horas antes do início do torneio. Entre as 30 mil camisolas apreendidas estavam várias da Seleção portuguesa, incluindo algumas com o nome de Cristiano Ronaldo, tão bem feitas que se confundiam com as originais. A sofisticação da contrafação incluía até versões autênticas utilizadas pelos jogadores. Cerca de 80% dos produtos seriam exportados para a América, especialmente EUA, México e Canadá. A operação, em curso desde maio, resultou na detenção de cinco pessoas em Hong Kong, libertadas sob fiança. A polícia alertou que importar e exportar material contrafeito é crime punível com até cinco anos de prisão e 60 mil euros de multa.

Dezenas de milhares de camisolas falsas das seleções que vão participar no Mundial de 2026 foram intercetadas em Hong Kong, numa operação que apanhou artigos num valor total que ascende a quase 20 milhões de euros.

De acordo com a polícia local, os equipamentos contrafeitos foram apreendidos apenas a algumas horas do arranque oficial do Mundial, que acontece esta quinta-feira às 20:00 de Portugal continental.

O inspetor-chefe de Hong Kong Wayne Chung referiu que foram encontradas cerca de 30 mil camisolas, muitas delas tão bem feitas que foi difícil às autoridades distingui-las das originais.

Entre as camisolas apreendidas estavam várias da Seleção portuguesa, incluindo algumas com o nome maior, Cristiano Ronaldo.

O nível da contrafação foi de tal forma sofisticado que até foram encontradas versões autênticas que devem ser utilizadas pelos jogadores, e que normalmente são mais caras do que as edições vendidas casualmente, até porque têm um desing melhorado e material de outra qualidade.

De acordo com a polícia de Hong Kong, o objetivo era exportar estas camisolas para o estrangeiro, sendo que cerca de 80% dos produtos tinham como destino a América, nomeadamente os Estados Unidos, o México e o Canadá, que juntos organizam o torneio.

Foram ainda apreendidos materiais de calçado, relógios, colunas ou sacos desportivos, numa operação que já estava em curso desde maio.

Wayne Chung referiu que as autoridades estão ainda a investigar as origens das camisolas, mas parte do material foi encontrada num posto fronteiriço, o que sugere que os produtos passariam ou passaram pela China continental.

Pelo menos cinco pessoas foram detidas neste caso, sendo que todas foram libertadas sob fiança.

Para dissuadir situações do género, Wayne Chung avisou que a importação e exportação de material contrafeito é um crime punível com até cinco anos de prisão e cerca de 60 mil euros de multa.

A polícia do Toronto, no Canadá, já tinha anunciado o desmantelamento de uma operação semelhante, da qual resultaram duas detenções. É dessa mesma operação que vem a fotografia que ilustra este artigo.

Fonte: CNN Portugal


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