Resumo
A Inglaterra venceu a Croácia por 4-2 no Mundial, com destaque para Harry Kane, autor de dois golos. O jogo foi emocionante, com a Inglaterra a dominar e a garantir a vitória com golos de Bellingham e Rashford. Apesar de a Croácia ter empatado no final da primeira parte, a qualidade da Inglaterra prevaleceu. Kane foi o destaque do jogo, mostrando-se não só eficaz na finalização, mas também na construção de jogo. O momento chave foi o golo de Bellingham logo no início da segunda parte, que desfez as dúvidas e encaminhou a vitória inglesa. Este jogo mostrou que a Inglaterra está determinada no Mundial e não está para brincadeiras.
O jogo até era empolgante – como negá-lo? – mas pouca vontade haveria de se voltar a sentar em frente a uma televisão, durante mais de hora e meia.
Portugal tinha entrado com o pé esquerdo no Mundial; Inglaterra e Croácia poderiam ser um prolongamento do marasmo ou o antídoto para a tristeza.
Venceu a segunda opção.
Tuchel, como sabemos, arriscou muito nesta competição: o selecionador inglês, de nome e nacionalidade alemã, deixou de fora jogadores como Cole Palmer, Phil Foden ou Maguire, naquilo que foi visto como uma pequena revolução.
Das duas uma: ou corre muito bem ou muito mal. Por enquanto, é a primeira hipótese que vai à frente.
É que a seleção inglesa entrou com o pé direito no Mundial, num teste de fogo frente a uma Croácia que, no último Campeonato do Mundo, ficou em 3º lugar.
Poderá cheirar a fim de ciclo na equipa croata – a idade não perdoa e Modric ou Perisic, por exemplo, despedem-se este ano das grandes competições – mas menorizar o que a Inglaterra fez era injusto.
Os ingleses dominaram, ainda sofrerem dois leves sustos, mas acabaram por vencer com toda a justiça.
O golo inaugural foi marcado logo ao minuto 12, pelo inevitável Kane – nome que, prepara-se, lerá uma e outra vez nesta crónica. O primeiro penálti foi defendido, mas o árbitro mandou repetir por Livakovic, guarda-redes da Croácia, ter avançado além da linha.
À segunda, o ponta de lança não vacilou – e colocou a Inglaterra na frente do marcador, o que duraria até Baturina, jogava-se o minuto 36, recebeu um passe à entrada da área, encheu-se de fé, e apontou um grande golo.
O final da primeira parte foi eletrizante: Kane, num cabeceamento notável, voltou a dar vantagem à Inglaterra, mas Musa, o tal que jogou no Benfica, no último minuto dos descontos, empatou a dois para a Croácia.
Com este estado de coisas, a segunda parte prometia, mas a qualidade de Inglaterra rapidamente dissipou quaisquer dúvidas.
Bellingham, logo aos 47, fez o 3-2 e os ingleses aprenderam a lição: desta vez, agarraram-se à vantagem com unhas e dentes, raramente deixaram a Croácia voltar a acreditar e ainda foram a tempo de, aos 85 minutos, selar o resultado final num golo do recém-entrado Marcus Rashford.
De repente, já eram 22h53 e as dúvidas das 21h00 estavam arrumadas: este Inglaterra-Croácia valeu mesmo a pena e mostrou que os ingleses não estão neste Mundial para passear.
«It’s coming home?» Será desta?
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A FIGURA: Harry Kane
Qualquer jogador que marque dois golos arrisca-se a ser eleito homem do jogo. Só que a isso Harry Kane juntou ainda mais qualquer coisa: o ponta de lança inglês não se limita a marcar golos; na primeira parte, essencialmente, foi impressionante vê-lo a vir buscar jogo ao meio-campo e até a servir os colegas na desmarcação. É um verdadeiro craque.
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O MOMENTO: Golo a abrir a segunda parte (47m)
A Croácia tinha empatado no final de uma primeira parte eletrizante e a etapa complementar revestia-se de grande incerteza. Conseguiria a Inglaterra voltar à vantagem? As dúvidas logo ficaram resolvidas quando Bellingham correu pelo corredor direito, entrou na área e rematou cruzado para o 3-2. O golo logo a abrir foi uma das chaves da vitória.
Fonte: TVI


