InícioRevistaDesportoEstoril-Famalicão, 1-1 (crónica)

Estoril-Famalicão, 1-1 (crónica)

Aí está a Liga 2026/27! Depois de 83 dias de interregno, Estoril e Famalicão abriram as hostilidades com o primeiro de 306 jogos que prometem animar o nosso retângulo plantado à beira-mar até maio do próximo ano. Pedro Santos deu o pontapé de saída, o reforço Georgios Koutsias marcou o primeiro golo, mas, no fundo, não houve mudanças gritantes em relação à época passada. Houve uma importante, no resultado, uma vez que os canarinhos reagiram bem e acabaram por chegar ao empate na segunda parte e a Liga arrancou mesmo com um empate e dois líderes à condição.

Confira o FILME DO JOGO

Um Estoril com um novo treinador, com Vasco Matos a render o carismático Ian Cathro, mas com poucas mudanças na forma de atuar da equipa. Com apenas um reforço de início, com Fernando Medrano a entrar diretamente para o lado esquerdo da defesa, os canarinhos continuam a ser essencialmente uma equipa de transições. O novo treinador colocou Tsoungui à frente da defesa, ao lado de Xeka, mas a forma como a equipa se movimenta em campo não mudou radicalmente em relação à época anterior.

O mesmo acontece com o novo Famalicão, com o regressado Carlos Carvalhal a preferir construir em cima dos pressupostos que herdou de Hugo Oliveira, lançando também apenas dois reforços de início. Van Breeme rendeu Ibrahima Ba no centro da defesa, enquanto Georgious Koutsias, contratado ao Lugano, foi a novidade no ataque.

Depois de uma fase de estudo, com as duas formações com blocos baixos, em fase de estudo, o Famalicão, com mais posse de bola, começou a procurar explorar as debilidades defensivas dos canarinhos, rodando a bola de flanco a flanco, procurando profundidade pela velocidade de Sorriso e Gil Dias.

Do lado contrário, o Estoril fechava-se muito bem a defender, para depois desdobrar-se em transições rápidas para o ataque, com André, esta noite descaído sobre a esquerda, em particular destaque neste capítulo, surgindo muitas vezes nas costas de Rodrigo Pinheiro.

Tudo muito igual à temporada passada em que o Famalicão venceu o Estoril por três vezes, incluindo uma eliminatória da Taça de Portugal. Esta noite até foi o Estoril o primeiro a ameaçar o golo, logo aos 6 minutos, num remate cruzado de André da esquerda que Carevic defendeu com uma estirada para canto, com Rafik Guitane a não chegar, por muito pouco, para a emenda. Logo a seguir, João Carvalho também encheu o pé para uma bomba que passou perto da barra.

Estava assim o jogo, com o Famalicão com mais bola e o Estoril a criar mais perigo, quando os visitantes chegaram à vantagem, ao minuto 32. Cruzamento largo de Sorriso da esquerda, Gil Dias recebe do lado contrário e, de primeira, cruza tenso para o coração da área onde surgiu o reforço Koutsias a encostar para o primeiro golo da Liga 2026/27. Tudo simples, ao primeiro toque.

O Estoril acusou o golo consentido e, até ao intervalo, não conseguiu reagir, diante de uma Famalicão que passou a controlar com uma posse de bola reforçada. Até ao intervalo, apenas uma cabeçada de André, a cruzamento de Rafik Guitane, mas sem qualquer perigo para a baliza de Carevic.

O Estoril procurou aumentar a intensidade do jogo no arranque da segunda parte, mas o Famalicão recuperava facilmente a bola e saía a jogar com uma facilidade desconcertante. Os canarinhos atacavam, de facto, com maior intensidade, mas insistiam agora no corredor central, onde o Famalicão fechava-se muito bem com Van de Looi e Mathias de Amorim.

A verdade é que o Estoril continuou a insistir diante de um Famalicão que foi ficando mais macio. A cada ataque dos canarinhos, os visitantes iam perdendo capacidade de resposta. Já não conseguiam sair a jogar como tinham feito na primeira parte, perdiam mais facilmente a bola e permitiam sucessivas investidas do Estoril.

E foi assim que acabou por chegar o empate, já aos 72 minutos, numa jogada de insistência praticamente na pequena área de Carevic, com os homens de Vasco Matos a mostrarem muita cerimónia na finalização, até que João Carvalho destacou Begraoui que, já de ângulo apertado, atirou para o fundo das redes.

Ainda faltavam vinte minutos para o final e o Estoril, embalado pelo golo, carregou sobre o adversário até à última gota de suor, diante de um Famalicão que continuava a morrer a olhos vistos.

O Estoril martelou até ao fim, com a mesma receita com que tinha chegado ao empate, diante de um Famalicão cada vez mais fragilizado, mas o resultado não votou a sofrer alterações.

A Liga arrancou mesmo com um empate.

Um jogo inaugural sem grandes figuras de destaque, mas João Carvalho não sabe jogar mal, pelo contrário, destaca-se sempre pela simplicidade de processos e acabou por ser determinante com a assistência para o empate de Begraoui. Na primeira parte já se tinha evidenciado com dois remates de fora da área e um deles passou bem perto da barra. A jogar entre Rafik Guitane e André, nas costas de Begraoui, praticamnete todo o jogo ofensivo dos canarinhos passou pelos pés do camisola 12 do Estoril.

O empate surgiu num momento confuso do jogo. As bancadas estavam ainda a reclamar um penálti para o Estoril quando, num lance muito confuso, na área do Famalicão, João Carvalho, com toda a calma do mundo, rodopiou e ofereceu o golo a Begraoui que rematou já de ângulo apertado. O marroquino tinha passado despercebido no jogo até este momento, muito distante dos companheiros, demasiado encostado à direita, mas acabou por assinar o golo do empate.

Fonte: CNN Portugal

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