Resumo
A Eni atingiu 1 milhão de beneficiários em Moçambique com o programa "Eni For Clean Cooking", promovendo soluções de cozinha mais limpas e eficientes. O marco foi celebrado em Maputo, durante a exposição "Food, Energy & Life", que destaca a ligação entre energia, alimentação e vida comunitária. Mais de 200 mil fogões melhorados foram distribuídos, reduzindo o consumo de combustível em até 75% e diminuindo a exposição ao fumo em ambientes domésticos. Além da distribuição de fogões, a Eni realiza ações de sensibilização sobre saúde, nutrição e eficiência energética, visando mudanças de comportamento duradouras nas comunidades. Este programa não só oferece alternativas eficientes de cozinha, mas também promove a saúde, protege o ambiente e incentiva práticas sustentáveis no uso de energia doméstica.
A Eni anunciou ter alcançado 1 milhão de beneficiários em Moçambique através do programa “Eni For Clean Cooking”, uma iniciativa orientada para o acesso a soluções de cozinha mais limpas, eficientes e seguras, com impacto directo na vida das famílias, na saúde das comunidades e na redução da pressão sobre os recursos naturais.
O marco foi assinalado em Maputo, durante a inauguração da exposição fotográfica “Food, Energy & Life”, realizada na Fortaleza de Maputo, que procura mostrar a ligação entre energia, alimentação, cultura e vida comunitária. A exposição dá visibilidade às histórias das famílias e comunidades abrangidas pela distribuição de mais de 200 mil fogões melhorados em Moçambique.
De acordo com a Eni, o programa tem vindo a expandir-se progressivamente por várias províncias do país, oferecendo às famílias alternativas mais eficientes aos métodos tradicionais de cozinha em fogo aberto, incluindo o sistema de três pedras, ainda amplamente utilizado em várias zonas rurais e periurbanas.
Energia No Centro Da Vida Quotidiana
Mais do que uma intervenção tecnológica, o programa coloca a energia no centro da vida quotidiana das famílias. Em muitas comunidades, cozinhar continua a depender de lenha ou carvão, com custos económicos, ambientais e sanitários significativos. A introdução de fogões melhorados procura responder a esse desafio de forma prática, através de equipamentos que podem ser usados imediatamente pelas famílias.
Segundo a Eni, os fogões melhorados podem reduzir o consumo de combustível em até 75%, quando comparados com os métodos tradicionais de cozinha em fogo aberto. Esta redução tem implicações relevantes para o orçamento familiar, para o tempo dedicado à recolha de lenha e para a preservação dos recursos florestais.
Ao mesmo tempo, o menor consumo de combustível contribui para reduzir a exposição ao fumo dentro das casas, um factor particularmente importante para mulheres e crianças, que estão entre os grupos mais expostos aos riscos associados à poluição do ar em ambientes domésticos.
Saúde, Ambiente E Mudança De Comportamento
A componente de saúde ocupa um lugar central no programa. Para além da distribuição dos fogões, a Eni desenvolve actividades de sensibilização e promoção de saúde, procurando reforçar os benefícios das soluções de cozinha limpa e incentivar práticas mais eficientes no uso de energia doméstica.
Esta dimensão é relevante porque a mudança tecnológica, por si só, nem sempre garante uma transformação duradoura. A adopção de novos hábitos de cozinha, o uso adequado dos equipamentos e a compreensão dos seus benefícios são factores essenciais para assegurar impacto efectivo nas comunidades.
O programa inclui, por isso, campanhas de mudança comportamental, demonstrações práticas e acções de sensibilização sobre saúde, nutrição e eficiência energética. Esta abordagem permite ligar a transição energética a dimensões concretas da vida familiar, como a preparação de alimentos, a segurança dentro de casa, a redução do fumo e o bem-estar comunitário.
Uma Exposição Sobre Pessoas, Cultura E Comunidade
A exposição “Food, Energy & Life” procura traduzir estes impactos em imagens e narrativas humanas. A mostra reúne fotografias de Gabriele Galimberti, fotógrafo internacionalmente reconhecido e vencedor do World Press Photo 2021, que documentou o impacto do programa em casas e comunidades moçambicanas.
Ao entrar em espaços domésticos e acompanhar rotinas familiares, a exposição procura mostrar como o acesso a tecnologias de cozinha mais eficientes altera pequenos gestos do quotidiano, desde a preparação dos alimentos até à organização do tempo das famílias.
A mostra inclui ainda a preparação de pratos tradicionais moçambicanos com recurso aos fogões melhorados já distribuídos, incorporando demonstrações culinárias locais e orientações sobre aspectos nutricionais. Desta forma, a iniciativa estabelece uma ponte entre energia, cultura alimentar e identidade comunitária.
Para a Eni, o marco de 1 milhão de beneficiários representa um momento importante da sua actuação em Moçambique. Marica Calabrese, Managing Director da Eni Rovuma Basin e General Manager da Eni Natural Energies Mozambico, destacou que o resultado reflecte o compromisso da empresa em trabalhar ao lado de Moçambique na implementação de soluções práticas com impacto duradouro.
Transição Energética Com Impacto Social
O programa “Eni For Clean Cooking” integra a abordagem mais ampla da companhia para apoiar uma transição energética justa e melhorar o acesso à energia na África Subsaariana. Desde o seu lançamento, a iniciativa já se expandiu para países como Moçambique, Costa do Marfim, Ruanda, Angola, República do Congo, Tanzânia e Madagáscar.
Segundo a Eni, o programa já permitiu o acesso de 4,6 milhões de pessoas a soluções de cozinha melhorada nestes países, com benefícios associados à redução do consumo de combustível, diminuição da poluição em ambientes domésticos e melhoria da qualidade de vida.
A empresa estabeleceu como meta levar soluções de cozinha limpa a mais de 10 milhões de pessoas até 2027 e a 20 milhões até 2030. A ambição é contribuir para a redução das emissões de gases com efeito de estufa, ao mesmo tempo que se promove saúde comunitária, desenvolvimento local e criação de valor económico através da produção e distribuição de tecnologias melhoradas.
Moçambique No Percurso Global Da Eni
A presença da Eni em Moçambique remonta a 2006. Entre 2011 e 2014, a companhia descobriu vastos recursos de gás natural na Bacia do Rovuma, nos reservatórios Coral, Mamba Complex e Agulha, com cerca de 2.400 mil milhões de metros cúbicos de gás in place.
O Coral Sul é o primeiro projecto a produzir gás da Bacia do Rovuma, enquanto o Coral Norte deverá reforçar o aproveitamento das reservas moçambicanas quando entrar em operação. Para além dos projectos energéticos, a Eni refere que tem vindo a implementar um plano de sustentabilidade no país, com intervenções nas áreas de diversificação económica, educação, saúde, água e protecção florestal, incluindo o projecto REDD+ no Grande Limpopo.
Neste contexto, o programa de cozinha limpa representa uma dimensão complementar da presença da empresa no país: menos centrada na escala dos grandes projectos de gás e mais directamente ligada à vida das comunidades. Ao associar energia, saúde, ambiente e cultura, a iniciativa mostra como a transição energética pode também ser medida por mudanças concretas no quotidiano das famílias.
Fonte: O Económico






