Se gostas de jogar no PC e estavas habituado à generosidade que a Sony andou a demonstrar nos últimos anos, o melhor é começares a poupar para comprar uma PlayStation 5, ou na loucura uma PlayStation 6.
Quem acompanha aqui a Leak sabe perfeitamente que a estratégia da Sony parecia clara, e até fazia algum sentido. Lançar os grandes jogos de história na consola e, passado um ano ou dois, atirá-los para o PC para faturar mais uns milhões extra.
Mas, do nada, essa torneira fechou, sendo que a última grande grande entrada foi The Last of Us Part II logo no início de 2025. Desde aí, o silêncio foi total, alimentando rumores de que a marca tinha voltado a fechar-se em copas. Muito provavelmente com “medo” daquilo que vai ser o futuro das consolas.

O veredicto foi dado por Hideaki Nishino, o atual presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment, numa entrevista à prestigiada revista japonesa Famitsu. Ou seja, confrontado diretamente com os boatos de que a empresa estaria a recuar na estratégia para o PC, o executivo não desmentiu e foi bastante claro na divisão de águas que a marca vai fazer a partir de agora.
Segundo Nishino, a política principal da PlayStation passa por “refinar ainda mais o valor da experiência” que só a consola consegue oferecer no que toca aos jogos focados na campanha e na experiência a solo.
Ou seja, se queres jogar o próximo God of War, Spider-Man ou as novas propriedades intelectuais que estão a ser cozinhadas pela Naughty Dog, o PC deixou oficialmente de ser uma opção viável a curto ou médio prazo.
Mas, por outro lado, o CEO explicou que os jogos de serviço ao vivo (live servive) orientados para o multijogador online vão continuar a sair em simultâneo na PS5 e no PC, porque aí o objetivo é alcançar a maior massa de jogadores possível.

É a típica linguagem corporativa que, lida nas entrelinhas, significa apenas uma coisa: a guerra dos exclusivos tradicionais está de volta em força. Curiosamente, parece que no lado da Microsoft a forma de pensar também é um pouco a mesma.
Foram alguns anos de tréguas, mas a guerra tem mesmo tudo para continuar.
As gigantes do mundo dos jogos perceberam que lançar os seus maiores trunfos nas plataformas rivais, mesmo com algum atraso, estava a retirar valor ao hardware proprietário e a dar menos razões às pessoas para continuarem fiéis.
Assim, se por um lado esta decisão faz todo o sentido do ponto de vista do negócio da empresa mãe, por outro vai cair que nem uma bomba na comunidade de jogadores de PC que já dava como garantida a chegada de todas as grandes produções de Hollywood do mundo dos videojogos. A torneira fechou e os exclusivos de peso voltaram a ficar trancados a sete chaves no ecossistema da Sony. Resta saber se esta teimosia vai ajudar a vender mais consolas ou se vai apenas enfurecer o mercado. Tu o que achas desta jogada?
Fonte: Zero Zero




