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PRM intensifica fiscalização e apreende 67 motorizadas em Tete

Resumo

A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu 67 motociclos em Tete, numa operação de fiscalização após confrontos com mototaxistas. A ação teve como objetivo regularizar a atividade dos motociclistas e reforçar o cumprimento das normas de trânsito, contando com várias unidades da PRM. As autoridades pretendem reduzir acidentes de viação com motociclos na província e tornar Tete uma referência nacional em segurança rodoviária para motociclistas. Opiniões divergem entre operadores de mototáxi, com alguns a favor da fiscalização para promover segurança e cumprimento da lei, e outros a criticar a falta de sensibilização prévia antes das apreensões. Contestam a falta de aviso para regularização documental e cumprimento das exigências legais.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu 67 motociclos durante uma operação de fiscalização realizada na cidade de Tete, apenas 48 horas após os confrontos registados entre agentes da corporação e mototaxistas.

A acção decorreu em diversos pontos estratégicos da cidade, com menor concentração populacional, e teve como principal objectivo regularizar a actividade dos motociclistas e reforçar o cumprimento das normas de trânsito.

Para o efeito, foram mobilizadas várias unidades da PRM, nomeadamente a Polícia de Trânsito, a Unidade de Intervenção Rápida (UIR), a Polícia de Protecção e a Polícia Municipal.

Segundo o porta-voz da PRM em Tete, Feliciano da Câmara, a operação enquadra-se nos esforços das autoridades visando reduzir o elevado número de acidentes de viação envolvendo motociclos na província.

A fonte assegurou que as acções de fiscalização irão prosseguir até que Tete se torne uma referência nacional na redução da sinistralidade rodoviária associada aos motociclistas.

Entretanto, a medida continua a suscitar opiniões divergentes entre os operadores de mototáxi. Enquanto alguns defendem o reforço da fiscalização como forma de promover maior segurança nas estradas e incentivar o cumprimento da lei, outros consideram que as autoridades deveriam ter privilegiado uma fase prévia de sensibilização antes do início das apreensões.

Os motociclistas que contestam a operação entendem que um período de aviso prévio teria permitido a regularização da documentação e o cumprimento das exigências legais para o exercício da actividade.

 

Fonte: O País

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