Resumo
Tatuagens nos pulsos podem interferir com a leitura de dados de saúde em smartwatches e pulseiras de fitness devido à tecnologia de fotopletismografia, que é bloqueada pela pigmentação da tinta, levando a leituras incorretas ou nulas. Marcas como a e a recomendam usar os dispositivos em áreas de pele sem tatuagens. Utilizadores têm experimentado colocar os dispositivos noutras zonas do corpo ou aplicar películas transparentes sobre os sensores para contornar o problema. No entanto, a fita cardíaca de peito ainda é considerada a opção mais fiável para monitorização durante o exercício. Estudos mostram que as tatuagens afetam principalmente as medições em repouso, com menos impacto durante o exercício moderado. Novos modelos estão a ser desenvolvidos para melhorar a leitura em pele tatuada, mas a indústria precisa de mais avanços para garantir a precisão em todos os tipos de pele.
Muitos utilizadores de smartwatches e pulseiras de fitness deparam-se com falhas constantes na leitura dos seus dados de saúde devido às tatuagens nos pulsos. Este fenómeno técnico tem uma explicação científica e afeta algumas das maiores marcas do mercado.
O investimento num dispositivo vestível de última geração pode tornar-se frustrante se este falhar em medir os seus sinais vitais. Este é um problema recorrente em fóruns de suporte e redes sociais.
A incompatibilidade entre os sensores e a tinta na pele impede o correto funcionamento de funcionalidades básicas. A principal causa reside na tecnologia de fotopletismografia (PPG), que utiliza luz verde para monitorizar o ritmo cardíaco através do fluxo sanguíneo.
Quando esta luz encontra a pigmentação de uma tatuagem, a sua trajetória é bloqueada, resultando em leituras incorretas ou nulas. Além disso, a deteção de pulso (que confirma se o relógio está a ser usado) também falha, o que obriga o utilizador a introduzir o código de desbloqueio repetidamente.
Embora pareça insólito que aparelhos capazes de analisar o sono de forma personalizada falhem perante um pouco de tinta, as próprias marcas admitem esta limitação. Empresas como a e a aconselham formalmente a utilização destes dispositivos em áreas de pele sem tatuagens.
A saturação e as cores escuras da tinta são os principais fatores que bloqueiam os sensores óticos.
Para contornar esta falha, a comunidade tem desenvolvido vários truques. Alguns utilizadores optam por usar o relógio na parte interna do pulso ou no outro braço, caso este não esteja tatuado.
Outra solução insólita passa pela aplicação de películas transparentes ou autocolantes de epóxi sobre os sensores, o que parece ajudar na difusão da luz. No entanto, para quem procura uma monitorização rigorosa durante o exercício, a alternativa mais viável continua a ser a fita cardíaca de peito.
A disparidade de resultados motivou investigações científicas recentes para quantificar o impacto real das tatuagens nestas tecnologias. Um revelou que, embora existam distorções óbvias nas medições em pele tatuada, o erro varia consoante a intensidade da atividade física.
Curiosamente, as maiores discrepâncias registam-se em repouso, enquanto durante o exercício físico moderado a margem de erro tende a diminuir.
Existem ainda relatos de que novos modelos apresentam melhorias na leitura através de pigmentação. Contudo, a indústria ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir que os algoritmos e os sensores óticos sejam eficazes em todos os tipos de pele.
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Fonte: Pplware






