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Foco em construir futuro resiliente marca a 1ª. Semana de Consolidação da Paz

Resumo

As Nações Unidas celebram a Semana de Consolidação da Paz com o tema "Consolidação da Paz da ONU @20 - Parcerias para Inovação, Inclusão e Impacto", destacando a importância do investimento na paz num contexto de conflitos crescentes e desafios climáticos e tecnológicos. Desde 2006, mais de US$ 2 bilhões foram investidos em 75 países através do Fundo de Consolidação da Paz, contribuindo para transformar realidades em nações como Colômbia, Guatemala e República Centro-Africana. Países de língua portuguesa, como Brasil, Portugal, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste, têm desempenhado papéis importantes na promoção da paz e na mobilização de recursos para a consolidação pós-conflito. A semana destaca parcerias inovadoras e inclusivas para alcançar uma paz duradoura, com foco em tecnologia digital, setor privado e liderança jovem.

Pela primeira vez, as Nações Unidas celebram a Semana de Consolidação da Paz num contexto de conflitos recordes não seguidos ao mesmo ritmo que a proteção da paz. Essa realidade é agravada por pressões climáticas e rápidas mudanças tecnológicas que pedem urgência no investimento na paz.

O período é marcado pelo tema “Consolidação da Paz da ONU @20 – Parcerias para Inovação, Inclusão e Impacto” e marca duas décadas da primeira sessão da Comissão de Consolidação da Paz, com a sigla PBC, e da criação do Fundo de Consolidação da Paz, FBC.

Um dos investimentos mais inteligentes

Por este esforço coletivo, entre 22 e 26 de junho a organização global incentiva à comunidade internacional países a fazer “um dos investimentos mais inteligentes” através do Fundo que apoia o prolongamento da paz, antes, durante e pós-conflito.

Mulheres da região se reúnem em uma reunião da VSLA em Kadugli, KSS, sob uma passarela coberta de um prédio.
Nações Unidas/ Giles Clarke
Em Kadugli, no Sudão, as mulheres participam de um fundo de poupança comunitário como parte dos esforços para gerar riqueza e resiliência em sua comunidade.

Desde 2006, mais de US$ 2 bilhões foram investidos em 75 países por meio de 24 entidades da ONU. Esses valores foram aplicados para influenciar uma transformação de realidades em países como Colômbia, Guatemala e República Centro-Africana.

De acordo com as Nações Unidas, esta semana procura “transformar as ambições dos Estados-membros em ações reais” com base nas resoluções de Revisão da Arquitetura de Consolidação da Paz.

Países de língua portuguesa, pioneiros no grupo

Desde o início, os países de língua portuguesa se destacaram no grupo. Logo no começo, o Brasil foi eleito para liderar a estratégia de consolidação da Guiné-Bissau.Na Comissão, Brasil e Portugal atuam na mobilização de recursos para os países africanos de língua portuguesa. 

O estado guineense tem acompanhamento especial da PBC em áreas como diálogo político, na consolidação da paz e nas estratégias de recuperação pós-conflito.

Close-up de mãos trabalhando a terra em um campo, plantando mudas verdes. A imagem retrata o trabalho agrícola manual em um ambiente rural, com pele escura e mãos sujas de terra.
ONU/ MINUSCA - Hervé Serefio
A PBC apoia um Programa de Redução da Violência Comunitária com 2 mil beneficiários na região de Ouaka, República Centro-Africana

Já São Tomé e Príncipe mantém diálogo a nível de embaixadores para desenhar planos de mobilização de recursos, com foco na prevenção de conflitos e resiliência socioeconômica.

Moçambique tem sido parceiro para capacitação e consolidação da paz pós-acordo de Maputo, com foco no desenvolvimento de regiões afetadas por conflitos, como Cabo Delgado, no extremo norte.

Por fim, Timor-Leste tem engajamento com a PBC desde 2022 para buscar apoio às suas prioridades, mas amplificando as lições aprendidas e boas práticas de pacificação para o cenário global.

Parcerias para inovação, inclusão e impacto

Eventos em todo o mundo destacam casos de sucesso e exploram como novas alianças podem abrir caminhos para uma paz duradoura, com apropriação nacional, liderança local e apoio internacional. As áreas incluem tecnologia digital, setor privado e organizações lideradas por jovens.

A semana será marcada por uma série de eventos da área apoiados pelo Escritório de Apoio à Consolidação da Paz marcando discussões que, na segunda-feira, iniciaram com uma Reunião Conjunta do Conselho Econômico e Social e da PBC.

Quatro mulheres vestidas com trajes tradicionais peruanos participam de uma oficina, trabalhando com papel colorido para criar um mural no chão.
Naçoes Unidas
No Peru, mais de 300 mulheres líderes se destacam como construtoras da paz

Na terça-feira, terá lugar o “Círculo da Paz – Financiamento e Parcerias para a Consolidação da Paz Liderada por Jovens”. No dia seguinte, acontece a sessão “Inovação – Avançando o ODS16 através de parcerias inovadoras, finanças e tecnologia”.

Já na quinta-feira, a sessão em destaque será sobre “Consolidação e Sustentação da Paz” e, na sexta-feira, o encerramento das celebrações com a estreia do documentário “Destaque ao Impacto ao Consolidação da Paz”.

Ação imediata pela paz

As Nações Unidas ressaltam que a consolidação da paz “não é um esforço passivo”, por isso exigem ação imediata de todos em momento em que conflitos globais se multiplicam, alertando que o custo da inércia é medido em vidas humanas.

Um grupo de mulheres do coletivo de produção de café 50 Amigas posa para uma foto ao ar livre em Caucas, Colômbia.
Fundo Fiduciário Multiparceiro das ONU para a Sustentação da Paz na Colômbia
50 Amigas, um coletivo de produção de café em Cauca, Colômbia, apoiado pelo Fundo de Consolidação da Paz das ONU .

Esse argumento observa que cada cidadão não seja apenas um espectador no momento crítico para se tornar um “parceiro ativo na construção do futuro”.

A semana que celebra os 20 anos da Comissão e do Fundo de Consolidação da Paz é apoiada por resoluções adotadas pela Assembleia Geral e do Conselho de Segurança em 2025, destacando que investir na paz é urgente e essencial.

Além da programação de eventos em Nova Iorque é ressaltada a realização de dezenas de eventos globais liderados por equipes locais que culminam com um apelo à ação que a paz não pode esperar nos eventos com participação pública.

Fonte: ONU

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