Resumo
A Noruega lidera o Grupo I rumo ao Mundial 2026, com destaque para o selecionador Ståle Solbakken, que superou um ataque cardíaco e agora orienta a equipa. Com 45 vitórias em 66 jogos, Solbakken promoveu a Noruega à Liga das Nações e ao Mundial, com potencial histórico na presença de jovens talentos como Haaland e Odegaard. As melhores campanhas anteriores foram nos oitavos de 1938 e 1998. Atualmente, a Noruega partilha a liderança com a França, apontando para o próximo jogo em Massachusetts. Solbakken, símbolo das gerações de 1998 e 2000, lidera a equipa nórdica com determinação, preparando-se para desafios como possíveis confrontos com Portugal nos quartos-de-final.
Antes, durante o jogo da segunda jornada do Grupo I, o timoneiro celebrou um dos golos com tal intensidade que rasgou a credencial.
Nascido em Kongsvinger – sudeste da Noruega, junto à fronteira com a Suécia – a 27 de fevereiro de 1968 (58 anos), Ståle Solbakken não marcou a história enquanto médio, numa carreira edificada entre os noruegueses HamKam e Lillestrom, os ingleses Wimbledon – na Premier League – e os dinamarqueses Aalborg e Copeganhaga.
Em todo o caso, disputou o Euro 2000 e o Mundial 1998. Mal sabia que estaria no regresso da Noruega a Mundiais, 28 anos mais tarde.
Ora, a carreira de jogador terminou de forma abrupta, a 13 de março de 2001. Durante um treino do Copenhaga, Solbakken sofreu um ataque cardíaco e o coração parou de bater. Quando a ambulância chegou, o então médio foi declarado morto. Todavia, o “Viking” foi reanimado no caminho para o hospital. Um milagre e uma nova vida.
Já com um “pacemaker” – ou marca-passo – implantado, Solbakken encerrou a carreira de atleta.
O percurso enquanto treinador começou em 2002, no HamKam, onde se afirmou enquanto médio. Então na segunda divisão, a conquista do campeonato foi tão surpreendente que a imprensa batizou o treinador de «Ståle Salvatore», o herói daquele histórico emblema.
Em 2005 rumou ao Copenhaga, de onde saiu em 2011, para orientar os alemães do Colónia. Depois de uma época nos Wolves (2012/13), Solbakken regressou ao Copenhaga (2013-2020). Feitas as contas, conquistou oito ligas e quatro taças pelo Copenhaga.
Desde então, assumiu a seleção da Noruega, acumulando 45 vitórias em 66 jogos. Neste ano, o selecionador conseguiu 11 triunfos em 14 possíveis, perdendo um particular com os Países Baixos e empatando outros dois com Suíça e Marrocos. Em termos práticos, estes dados resumem-se no regresso a um Mundial e na promoção à principal divisão da Liga das Nações.
Enquanto espreitam o regresso a um Europeu, o que só aconteceu em 2000 – com Ståle Solbakken na convocatória – os noruegueses centram atenções no Mundial 2026, com potencial capítulo histórico na edição de estreia de estrelas como Haaland e Odegaard. As melhores campanhas remontam aos “oitavos” de 1938 e 1998.
À data deste texto, a Noruega cruzaria caminhos com a Costa do Marfim nos “16-avos”, jogando com Brasil ou Japão nos “oitavos”. E os nórdicos até poderiam defrontar Portugal nos “quartos”. Em todo o caso, as contas da fase de grupos estão longe de estarem fechadas.
Por agora, a Noruega lidera o Grupo I a par da França, com seis pontos, apontando ao duelo de sexta-feira (20h) em Massachusetts.
A título de curiosidade, neste exercício de simulação, a França jogaria com a Suécia nos “16-avos”, podendo cruzar com Alemanha ou Escócia nos “oitavos”.
Factual é que ao leme da Noruega está Ståle Solbakken, o selecionador que fintou a morte, representa as gerações de 1998 e 2000 e embala a Noruega para um novo patamar.
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Fonte: TVI






