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5 aparelhos que deves ligar sempre por cabo Ethernet (e não por Wi-Fi)

Resumo

O Wi-Fi 8 promete melhorias, mas o cabo Ethernet mantém-se insuperável para certos aparelhos devido à sua estabilidade e velocidade. A ligação por cabo é essencial para routers ligados à fibra, boxes, consolas de jogos para menor latência e maior largura de banda, e docking stations que permitem uma ligação estável ao portátil. Os pontos de acesso Wi-Fi necessitam muitas vezes de uma ligação por cabo para funcionar corretamente, ao contrário dos routers. Para casas grandes, os sistemas mesh são recomendados devido à comunicação eficaz entre os nós satélite. Escolher o cabo adequado, como Cat6, Cat6A ou Cat7, é crucial para garantir a máxima velocidade em aparelhos compatíveis.

O Wi-Fi evoluiu imenso nos últimos anos e o Wi-Fi 8 já vem a caminho para o tornar ainda mais fiável. Mas, por muito que melhore, há uma verdade que não muda: para certos aparelhos, o bom e velho cabo Ethernet continua a ser imbatível. A razão é simples. O cabo não sofre dos problemas típicos do sem fios, zonas mortas, interferências e congestionamento e dá-te uma ligação mais estável, com velocidades reais mais próximas do prometido. A única desvantagem é a liberdade de colocação: tens de estar perto de uma porta de rede. Se isso não for possível, há alternativas, e falamos delas no fim. Mas afinal quais os aparelhos que deves ligar sempre por cabo?

Começamos pelo óbvio, mas essencial. Se tens fibra em casa como a maioria dos portugueses, o teu router liga por cabo Ethernet à ONT (o equipamento ótico onde entra a fibra), e é a ONT que recebe o sinal do operador.

Se tens uma box que junta modem e router no mesmo aparelho, ou um modem e router separados, vais precisar na mesma de uma ligação por cabo entre eles. E há um detalhe que muita gente ignora: usa o cabo certo para o trabalho. Se o teu router suporta 10 Gigabit (10GbE), precisas no mínimo de um cabo Cat6, mas idealmente Cat6A ou Cat7. Pôr um cabo fraco num router rápido é desperdiçar velocidade.

Os pontos de acesso servem para estender o sinal Wi-Fi a zonas da casa onde ele chega mal, uma divisão afastada, um andar de cima, a garagem. Funcionam criando a sua própria rede sem fios, mas para isso precisam quase sempre de uma ligação por cabo até à rede principal, além de uma tomada elétrica por perto.

Atenção a uma confusão comum: um ponto de acesso não é o mesmo que um router. Não encaminha tráfego nem tem firewall ou modem, só espalha sinal. Por isso, ligá-lo por cabo é praticamente obrigatório para funcionar como deve ser.

O Wi-Fi numa consola é cómodo, e às vezes é a única opção. Mas se jogas online sobretudo jogos competitivos, onde cada milissegundo conta, o cabo faz toda a diferença.

Uma ligação Ethernet dá-te menor latência (o famoso “ping”), maior largura de banda e uma estabilidade que o sem fios dificilmente garante, especialmente se a consola está longe do router. Basta um cabo Cat5E ou superior para notares a diferença. Para jogadores, é capaz de ser o upgrade mais barato e mais subvalorizado que existe.

As docking stations são as heroínas anónimas de quem trabalha em modelo híbrido: ligas o portátil a uma só porta e ficas com ecrã, teclado, rato e rede, tudo de uma vez. A maioria das docks USB-C ou Thunderbolt traz uma porta Ethernet (gigabit ou até 2.5 Gbps), que passa essa ligação por cabo ao portátil.

Para isso, a própria dock tem de estar ligada por cabo à rede. Resultado: ganhas uma ligação estável no portátil sem teres de andar a depender do Wi-Fi do escritório de casa.

Os sistemas mesh são ótimos para cobrir casas grandes ou com paredes espessas. Os nós satélite comunicam entre si através do chamado “backhaul” e é aqui que está o truque. Por defeito, esse backhaul é feito por Wi-Fi, o que herda os mesmos problemas de sinal e latência e ainda rouba largura de banda aos teus dispositivos.

Os modelos melhores permitem backhaul por cabo Ethernet: os nós ligam-se entre si por fio, o que é mais rápido, mais fiável e liberta o Wi-Fi para o que interessa. Não aproveitar esta função quando o sistema a tem é um erro clássico. Mas o contrário também é verdade: se não tens (nem vais ter) cabos a chegar aos vários pontos da casa, não vale a pena pagar mais por essa funcionalidade.

Nem toda a gente tem tomadas de rede em cada divisão, nem apetece andar a furar paredes. A alternativa mais prática em Portugal são os adaptadores powerline (PLC): usam a própria instalação elétrica de casa para transportar os dados. Precisas só de duas tomadas livres, uma perto do router, outra junto ao aparelho que queres ligar e cada adaptador traz uma ou duas portas Ethernet. Não é tão bom como cabo dedicado, mas dá um salto enorme face ao Wi-Fi em zonas problemáticas.

 

Fonte: Zero Zero

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