Resumo
O Sol lançou uma poderosa ejeção de massa coronal que poderá aumentar a atividade geomagnética da Terra em breve, embora não pareça estar diretamente apontada ao nosso planeta. A nuvem de plasma resultante poderá provocar auroras em latitudes elevadas. A ejeção foi observada junto ao polo sul solar, sem estar associada a erupções visíveis na face do Sol voltada para a Terra, o que reduz a probabilidade de impacto direto. Os especialistas continuam a monitorizar várias regiões ativas do Sol, como as manchas solares AR4478, AR4475 e AR4479, com potencial para erupções intensas. Além disso, o vento solar de um buraco coronal também está a afetar o ambiente espacial próximo da Terra.
O Sol continua bastante ativo e voltou a lançar uma poderosa ejeção de massa coronal (CME), um fenómeno que poderá aumentar a atividade geomagnética da Terra nos próximos dias.
Apesar de a ejeção não parecer estar diretamente apontada ao nosso planeta, os especialistas admitem que uma parte da nuvem de plasma possa atingir a magnetosfera terrestre e provocar auroras em latitudes elevadas.
De acordo com as informações, a mais recente ejeção de massa coronal foi observada pelos instrumentos do .
A explosão surgiu junto ao polo sul solar, mas sem estar associada a qualquer erupção visível na face do Sol voltada para a Terra.
Isto significa que a origem do fenómeno esteve muito próxima da extremidade do disco solar ou até na face oculta da estrela, reduzindo significativamente a probabilidade de um impacto direto na Terra.
Esta animação mostra o modelo de previsão do vento solar da NASA, acompanhando o material solar ejetado pela erupção solar de classe X1.1 ocorrida na terça-feira. O Sol aparece como o ponto branco maior no centro, enquanto a Terra é o ponto amarelo à direita. É possível ver o material solar a expandir-se a partir do Sol e a chegar ao nosso planeta, o que está previsto para amanhã ou no início do sábado.
Os especialistas continuam a acompanhar várias regiões ativas do Sol, sobretudo as manchas solares AR4478 e AR4475, que apresentam configurações magnéticas complexas e capazes de produzir erupções de elevada intensidade.
A AR4479 (beta-gama-delta) mantém a sua configuração magnética de complexidade máxima. Foi o produtor indiscutível de erupções solares mais intenso desse período. E continua a apresentar um potencial real para novas erupções significativas. A AR4478 (beta-gama-delta) continua a ser a maior região do disco. Apresentou um ligeiro crescimento na sua área intermédia. E, à medida que se desloca em direção ao centro do disco, o seu potencial para explosões com impacto na Terra aumenta. A AR4475 (beta) perdeu a sua componente gama-delta e apresenta agora uma configuração beta mais simples. Está a aproximar-se do horizonte sudoeste e deverá em breve partir para o lado oposto.
Segundo as previsões, existe atualmente:
As ejeções de massa coronal podem viajar entre um e três dias até à Terra.
As erupções solares são classificadas de acordo com a intensidade da radiação emitida em raios X. A Classe X corresponde às mais poderosas, sendo que o número que acompanha a letra indica a sua intensidade.
Curiosidade: A escala da Classe X não tem limite máximo. Já foram registadas erupções superiores a X20, sendo a mais intensa de que há registo estimada entre X40 e X45, durante a grande tempestade solar de novembro de 2003.
Quando a sua orientação magnética é favorável, conseguem interagir fortemente com o campo magnético terrestre, originando tempestades geomagnéticas.
Além da CME recentemente observada, o vento solar proveniente de um buraco coronal continua a influenciar o ambiente espacial junto da Terra.
Os modelos de previsão indicam que poderão ocorrer períodos de atividade geomagnética elevada, incluindo tempestades de nível G1 (fracas), suficientes para aumentar a probabilidade de observação de auroras boreais nas regiões mais próximas dos polos.
Esta imagem mostra o modelo de auroras OVATION da NOAA, do Centro de Previsão Meteorológica Espacial, apresentando a previsão de auroras para amanhã à noite, antes da chegada prevista da CME. O modelo utiliza dados em tempo real do vento solar para prever onde é mais provável que as auroras apareçam e até que ponto o oval auroral se poderá expandir.
Embora estas auroras dificilmente sejam visíveis em Portugal, países do norte da Europa, como Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia e norte do Reino Unido, poderão voltar a oferecer boas condições de observação caso a atividade geomagnética aumente.
Apesar de o atual ciclo solar já ter ultrapassado o seu máximo de atividade, os cientistas recordam que o Sol continua capaz de produzir erupções muito energéticas.
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p id="caption-attachment-1127735" class="wp-caption-text">A região de manchas solares AR4479 produziu uma erupção de classe X1.1 às 20:50 UTC de 30 de junho de 2026. Estávamos à espera de uma grande erupção, uma vez que o Sol, visto da Terra, apresentava três regiões de manchas solares ativas com potentes configurações magnéticas beta-gama-delta, o nível mais elevado de complexidade possível.
Historicamente, algumas das maiores explosões solares ocorreram precisamente durante a fase descendente do ciclo solar.
Por esse motivo, as agências responsáveis pela meteorologia espacial continuam a monitorizar permanentemente a evolução das manchas solares e das ejeções de massa coronal, uma vez que estes fenómenos podem afetar comunicações por rádio, sistemas GPS, satélites e, em eventos mais intensos, até infraestruturas elétricas.
Fonte: Pplware





