Faz um ano. Foi também aqui, neste mesmo estádio, quase à mesma hora, mas com um figuro ligeiramente diferente: muito mudou desde que o Sporting jogou, também no Algarve, também a 31 de Julho, mas frente a um Benfica que acabaria por conquistar a Supertaça.
Socorro-me das fichas de jogo: só quatro jogadores se mantêm no 11 inicial (Rui Silva, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo e Geny Catamo).
O Sporting de hoje, que tinha pela frente o Notthingham e não o Benfica, num jogo de pré-época e não a valer um título, está em renovação.
Os sinais deixados ao longo destes jogos têm sido positivos – hoje, apesar da primeira parte menos conseguida, eles acabaram por se fazer notar mais uma vez.
Com quatro reforços no onze (Silas Andersen, Altimira, Zalazar e Doumbia), Rui Borges apostou num 11 mais parecido com o que deverá ser o primeiro “oficial” na 1ª jornada com o Estrela da Amadora, já para a semana.
Os leões não entraram bem – logo ao segundo minuto, numa desatenção de Eduardo Quaresma, Wood ficou isolado, rematou à baliza, Rui Silva defendeu, mas, na recarga, Igor Jesus encostou para o golo.
A igualdade até não demoraria a chegar – Gonçalo Inácio, de cabeça, aos 12 -, mas o futebol do Sporting não deslumbrou.
A forte pressão alta dos ingleses impedia a equipa leonina de organizar jogo desde trás. Caía várias vezes no lançamento longo, a tentar encontrar um Ioannidis muito bem marcado pelos centrais ingleses.
À semelhança do que tem vindo a acontecer, Zalazar ia sendo o melhor do lado dos leões, secundado de um Maxi Araújo também em bom plano. Com o golo, o Sporting teve mais posse, mas nunca ameaçou verdadeiramente um Notthingham que também estava confortável.
O jogo ficou morno – e assim se manteve não só até ao intervalo, como durante o início da segunda parte.
Seria já à passagem do minuto 60 que os adeptos leoninos, no Algarve, se voltariam a entusiasmar. Culpa de dois dos jogadores que mais prometem na época do Sporting: Zalazar fintou um adversário, serviu Doumbia que, com muita classe, tirou um adversário do caminho e finalizou de pé esquerdo.
A vantagem fez bem ao Sporting – o mesmo Doumbia serviu, com um passe picado à entrada da área, o recém-entrado Rafael Nel que, não só fez o 3-1, como ainda apontou o quarto golo, esse com assistência de Flávio Gonçalves (uma excelente surpresa).
O saldo da pré-época dos leões é fácil de fazer: sete jogos, sete vitórias. Muitos golos marcados (22); poucos sofridos (3).
A partir de agora, é “a doer”.
Fonte: TVI



