Marco Silva, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após o jogo com o Hearts para a 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa:
«É positivo ver-se um jogador decidir como o Shcjelderup decidiu naqueles 25 minutos em muitos momentos e vê-se que ainda não está no seu melhor fisicamente. Mas não precisava desses 25 minutos para perceber a qualidade que o Andreas tem e o que nos pode dar. É um jogador que está a um nível muito alto a nível de definição. Tem capacidade de decidir, como fez no passe para isolar o Rafa e na assistência para o Durán. Parece fácil em alguns jogadores, mas não é assim tão fácil. Quando estiver na melhor condição física, vai ser capaz de fazer isto de uma forma ainda mais consistente e ser capaz, porque vai ter de fazê-lo, de andar para cima e para baixo e de trabalhar sem bola. É um excelente jogador, de quem eu gosto muito, e que tem características muito importantes para o que queremos fazer no Benfica.
«Não há lugares garantidos. Esse é o primeiro princípio num clube com a dimensão do Benfica. Começou o jogo porque eu sei como é que ele foi trabalhando. Durante as semanas, ele percebeu que o momento não lhe era favorável e trabalhou de uma forma que eu gosto de ver os jogadores a trabalhar. Ele estava consciente de que tinha de trabalhar mais do que os outros para demonstrar a qualidade que tem e o porquê de merecer o lugar. O Andreas também não está ao melhor nível, o Kaminski melhorou do primeiro para o segundo jogo com o St. Gallen e confesso que não foi uma decisão fácil. Mas não tive a menor dúvida de que era o momento para o Prestianni começar o jogo. Só faltava definir a posição e decidimos que precisávamos de um jogador bem aberto no corredor esquerdo. Teve um jogo de bom nível. Esteve mais cansado na segunda parte, mas também foi o primeiro jogo em que jogou tanto tempo. Também foi importante marcar. Excelente reação na forma como ganha aquela bola e depois uma excelente finalização. É importante para ele ganhar confiança e também dividir os golos por outros jogadores que jogam na frente de ataque. Dá confiança.»
«Estamos muito satisfeitos com as primeiras semanas do Rafa. Não só os jogos oficiais, mas também a pré-temporada. É hoje em dia um jogador muito mais de corredor central. Acho que quase sempre foi, mesmo jogando sobre um corredor, porque procurava o corredor central, mas com a idade foi ali que passou a jogar mais vezes e é ali que ele se sente mais confortável.
Todas as condicionantes da pré-temporada levaram-me a usar mais o Rafa para fora, não há como escondê-lo. Mas tem jogado muito bem. Hoje decidi não o tirar da direita porque queria um jogador totalmente aberto na esquerda e foi por isso que decidimos colocar o Prestianni no corredor esquerdo. Se jogar num corredor, o Rafa não é jogador para jogar sempre aberto.»
Fonte: TVI


