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"Onde anda o primeiro-ministro?": Livre pede intervenção de Montenegro perante auditoria pedida pelo Governo a mandatos de Luís Neves na PJ

O porta-voz do Livre Jorge Pinto questionou esta sexta-feira “onde anda o primeiro-ministro” e se Luís Montenegro não tem “uma palavra a dizer” perante a auditoria interna à direção de Luís Neves na Polícia Judiciária pedida pelo Ministério da Justiça.

“Quando temos uma ministra a investigar a ação de um colega de executivo, impõe-se a pergunta: onde anda o primeiro-ministro? O Governo está em autogestão? Já há ministros a investigar ministros sem que o PM tenha uma palavra a dizer?”, escreveu Jorge Pinto numa publicação na rede social ‘Bluesky”.

O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.

“Foi determinada a realização de uma avaliação interna, destinada a enquadrar as questões que têm vindo a ser divulgadas pelos meios de comunicação social, notícias relativas ao funcionamento interno da Polícia Judiciária e aos processos de avaliação eventualmente instaurados pela Direção de Serviços de Disciplina e Inspeção, unidade da Polícia Judiciária, atentas as competências dessa direção”, confirmou o MJ à Lusa.

Segundo o ministério liderado por Rita Alarcão Júdice, que tutela a PJ, “em paralelo, a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça (IGSJ) -- que procede regularmente à auditoria e inspeção de todos os organismos da Justiça -- realizará também uma auditoria à PJ.

O MJ adiantou ainda que “entendeu não se justificar solicitar à IGSJ a abertura de um processo de averiguações relativamente à deslocação do atrelado, porquanto essa matéria já é objeto de um processo de inquérito, dirigido pelo Ministério Público”, a propósito do atrelado apreendido no âmbito de um processo de tráfico de droga e que com autorização de Luis Neves foi colocado à guarda do empreiteiro que fez obras na PJ e numa casa no Alentejo do atual ministro da Administração Interna.

Sobre este caso, o PS defendeu que a situação do ministro da Administração Interna “atingiu o limite do admissível no quadro do normal funcionamento das instituições” e exortou o primeiro-ministro a “pôr ordem no Governo” e a “tomar decisões difíceis”.

O Chega considerou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.

No dia 17 de julho, a PJ anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, em Barcelos.

 

Fonte: TVI

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