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Pepa: «Acabei o jogo com azia, senti que poderíamos ter virado o jogo»

Pepa, treinador do Estrela da Amadora, em declarações à Sport TV, depois do empate, em casa, diante do Sporting, no arranque da primeira jornada da Liga 2026/27.

«Antes de mais, parabéns às três equipas, foi um jogo emotivo, um jogo bonito em termos de espetáculo, em termos de perceber o que ia acontecer, mas, acima de tudo, olho muito mais para a nossa equipa e, fazendo um resumo do jogo, a primeira parte foi muito difícil, o que é normal. Tenho de realçar um meio-campo com uma idade média de vinte anos de idade.»

«Nunca é fácil estrear, primeiro jogo contra o Sporting com uma capacidade física e de pressão muito forte no corredor central. Estávamos ali a cometer alguns erros, a perder algumas bolas. A verdade é que conseguimos sair algumas vezes, com bola não estivemos assim tão bem na primeira parte, o que é normal, pela ansiedade do primeiro jogo. Por incrível que pareça, o futebol é isto. Quando sofremos o primeiro golo, na minha opinião, começamos a tomar conta do jogo. Transformamo-nos por completo, deu gosto».

«A verdade é que sofremos no primeiro minuto [da segunda parte], sofremos quando estávamos melhor o segundo, mas a equipa não foi abaixo. Quem entrou, entrou muito bem, entrou para ajudar. É esse espírito que nós queremos, é essa mentalidade, independentemente da idade. A equipa tem muito potencial para crescer, ainda está muito longe do que nós acreditamos que pode entregar em jogo.»

«Ficamos satisfeitos com um ponto? Claro que ficamos porque um ponto é um ponto, mas a verdade é que acabei o jogo com a sensação de quase azia porque, com todo o respeito, na primeira parte não, mas na segunda parte senti que poderíamos ter virado o jogo e tivemos duas oportunidades para fazer o 3-2, não conseguimos, mas foi um esforço tremendo dos jogadores. Parabéns a todos.»

«Sim, estive fora três ou quatro anos, mas isso não muda. Às vezes não conseguimos, mas prefiro perder a tentar ganhar do que não ganhar a tentar o empate. Isso não existe, se perdermos, perdemos, parabéns ao adversário. Agora tentamos sempre passar essa anergia para dentro do campo, essa mentalidade ganhadora, independentemente de quem está do outro lado.»

«É um processo, vamos jogo a jogo, como é óbvio, mas acima de tudo é o processo. Independentemente do resultado, temos de acreditar, agarrar-nos à nossa ideia de jogo, ao processo. Vamos crescer, ainda vão entrar três ou quatro jogadores: precisamos de mais experiência. A irreverência ajuda muito, mas é preciso alguma experiência dentro do campo. Vamos potenciar os que temos e não estar à espera de quem chegue».

 

Fonte: TVI

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