InícioRevistaInternacionalEstrela-Sporting, 2-2 (crónica)

Estrela-Sporting, 2-2 (crónica)

«We are so back». Era esta a frase que, mesmo não dita, era partilhada por todo o Estádio José Gomes, na Reboleira. O futebol está de volta e tudo aquilo que parece distante ganha um novo começo.

RECORDE O FILME DO JOGO. 

Mas a emoção, a paixão e as tradições? Essa três coisas que se mantém intactas. Mal seria se ocorresse o contrário.

Ainda faltava mais de uma hora para o jogo começar e já se ouviam os adeptos de fora do estádio. Os jogadores iam entrando no aquecimento e os aplausos eram, como de costume, eufóricos.

Estrela da Amadora vestido de tricolor. O Sporting com fato de gala dourado. Estava tudo pronto – faltava apenas a bola começar a rolar.

E lá começou. Rui Borges surpreendeu tudo e todos. Do lado esquerdo, fez entrar Rodrigo Dias para o lugar do castigado Maxi Araújo. Na frente, Ioannidis no lugar de Suárez e ainda Flávio Gonçalves.

Já o Estrela da Amadora entrou com o mesmo onze apresentado no jogo de apresentação.

A bola lá rolou e o jogo teve, de facto, a história esperada. Os leões donos e senhores da posse de bola. Não conseguiam, porém, traduzir isso em golo. Um Ioannidis pouco inspirado ia custando caro a Rui Borges.

Já o Estrela, com dificuldade em sair a jogar, conseguiu assustar em três ocasiões. Todas elas, sem exceção, foram travadas pelo comandante Eduardo Quaresma.

Ainda antes da recolha para os balneários houve golo do Estrela da Amadora, anulado por falta de Eddy Doué sobre Gonçalo Inácio.

Ao intervalo não houve mexidas. Também, não foram precisas para algo mudar no encontro. Isto porque o Sporting teve uma entrada mortífera. Desta vez, Zalazar apareceu já dentro de área e atirou de primeira para o golo.

O uruguaio abriu o livro no segundo tempo e não se ficaria por aqui. Claramente mais preponderante na segunda metade, o ex-Sp. Braga deixou um adversário pelo caminho e «entregou» o golo a Ioannidis, que desta vez atirou a contar.

Foi a despedida do grego, que logo de seguida foi substituído por Luis Suárez

O ascendente do Sporting tornava-se claro. Parecia que o terceiro estaria para chegar a qualquer instante. Mas, na verdade, foi mesmo a equipa da casa quem conseguiu ainda reduzir.

Antonetti «despachou» Quaresma e, no um contra um com Gonçalo Inácio, puxou pelo pé esquerdo e atirou cruzado para o golo estrelista – para loucura dos adeptos da casa e surpresa dos forasteiros.

Tínhamos jogo, e agora os comandando de Pepa acreditavam no empate. Tanto é que, logo de seguida, colocaram Rui Silva à prova. O Internacional português respondeu com segurança e negou o segundo dos estrelistas.

A tensão pairava no ar. Sentia-se. O Estrela acreditava. Já o Sporting procurava segurar a vantagem. A realidade é que o marcador viria a sofrer alterações.

Beni Souza, que entrou no decorrer do segundo tempo, ia agitando do corredor esquerdo. Tanto tentou que… lá conseguiu, mesmo que com «ajuda» de Rui Silva. O remate colocado acabaria por ultrapassar a linha de golo.

O caldo podia ter entornado logo de seguida. Num lance rápido, Marcus Abraham ficou na cara do golo. Desta vez, Rui Silva agigantou-se e, com o peito, segurou o empate para os leões.

Até final era proibido piscar os olhos. Tudo podia acontecer – e o Estrela acreditava na vitória. Pressionou até final. Já o Sporting parecia abatido com os golos sofridos.

Não houve, assim, mais golos – com um acordo de cavalheiros a valer um ponto para cada lado na Reboleira. No final, houve algo inesperado a abrir o campeonato. Quem não gosta de uma boa surpresa?

 

Fonte: TVI

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