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Novo Governo da Colômbia começa com vários ataques com explosivos registados no país

Vários ataques com explosivos contra esquadras policiais e portagens municipais foram registados em diferentes regiões da Colômbia, no primeiro dia do novo Governo do Presidente Abelardo de la Espriella.

O primeiro ataque, perpetrado durante a madrugada de sábado, destruiu uma portagem em construção na Via Pan-Americana, entre as cidades de Popayán e Cali, onde na sexta-feira se realizou a tomada de posse de De la Espriella.

O Ministério da Defesa colombiano denunciou outro "atentado terrorista" no sábado com um veículo carregado de explosivos contra uma portagem em construção no município de Santander de Quilichao, em Cauca (sudoeste), que provocou ferimentos em dois seguranças.

O novo chefe de Estado condenou o sucedido e assinalou que atentar contra "a infraestrutura do país é atacar o progresso, a mobilidade e a tranquilidade de milhões de colombianos".

Pouco depois foi informada a morte do subintendente Argemiro Rodelo Canchila, que faleceu após um ataque com explosivos lançados a partir de drones contra o posto de Polícia de San Roque, na região de Cesar (nordeste).

"Este crime não ficará impune. Os responsáveis serão encontrados e enfrentarão todo o peso da lei. Cada ataque contra os nossos homens da Força Pública fortalece ainda mais a nossa determinação em derrotar o terrorismo e devolver a tranquilidade aos colombianos", afirmou De la Espriella.

Por sua vez, o governador de Antioquia, Andrés Julián Rendón, denunciou um ataque com drones contra a esquadra de Polícia Porce III, localizada no município de Guadalupe (noroeste).

Rendón assegurou que o atentado, que não fez qualquer ferido, foi executado pela Frente 36 das antigas FARC, sob o comando de Alexander Díaz Mendoza.

A autoridade qualificou o ato como uma "provocação ao novo Governo" de De la Espriella, que sublinhou durante o seu primeiro discurso a intenção de combater sem tréguas o "narcotráfico, a delinquência e a narcoguerrilha".

Como parte da "luta frontal" contra o conflito armado que prometeu, De la Espriella anunciou a captura de Héctor Bastidas, no município de Guamal (centro), identificado como o segundo comandante dos Comandos de la Frontera, um grupo armado ilegal que fazia parte da Coordinadora Nacional Ejército Bolivariano (CNEB), um grupo dissidente das FARC.

"Esta captura, realizada por ordem judicial e graças ao trabalho de inteligência, demonstra que a Força Pública está a agir para recuperar a segurança e a tranquilidade dos colombianos. Acabou-se a impunidade para os criminosos. A autoridade do Estado respeita-se", afirmou De la Espriella na sua conta da rede social X.

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p lang="es">Golpe contundente contra el crimen organizado.

El Ejército Nacional, a través del GAULA Meta, capturó en el municipio de Guamal, Meta, al segundo cabecilla de los mal llamados “Comandos de Frontera”, integrante del GAOR Estructura 48, conocido con los alias de “Bonito” o “Boni”.… pic.twitter.com/bYKkXeald5

Este antigo advogado, representante da direita dura, iniciou o seu mandato com Presidente num momento em que a Colômbia atravessa a sua pior vaga de violência da última década.

Durante a sua tomada de posse, o novo Presidente de direita, prometeu combater "sem tréguas o narcoterrorismo e todas as organizações criminosas", e afirmou que a opção do diálogo com os principais grupos armados estava completamente esgotada.

De la Espriella prometeu intensificar, com o apoio de Israel e dos Estados Unidos, os bombardeamentos contra as guerrilhas e os narcotraficantes que estão ativos na Colômbia, e construir megaprisões semelhantes às de El Salvador.

Anunciou também a intenção de interromper as negociações de paz iniciadas pelo seu antecessor, o líder de esquerda Gustavo Petro.

Entre as suas primeiras medidas, De la Espriella ordenou a transferência para prisões de alta segurança de 117 detidos "de alto perfil" que participaram nos diálogos de paz com Petro, assegurou o Governo colombiano num comunicado publicado no sábado.

 

Fonte: TVI

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