Maputo, 15 de Agosto (AIM) – Cerca de 130 mil habitantes dos distritos de Meconta e Mogovolas, em Nampula, deverão beneficiar de um abastecimento de água mais regular e de maior qualidade com a conclusão dos sistemas de Namialo e Nametil, obras que o Governo quer ver aceleradas face aos atrasos registados na sua execução.
As duas infra-estruturas estão a ser construídas no âmbito do Projecto Água Segura, com financiamento do Banco Mundial, e integram os investimentos do ProÁguas 2026–2036, programa lançado este ano pelo Presidente da República, Daniel Chapo, com o objectivo de acelerar a expansão do acesso à água potável e ao saneamento e reduzir as assimetrias entre as zonas urbanas e rurais.
O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, visitou esta semana , as duas empreitadas e exigiu maior celeridade na execução, depois de constatar que o avanço físico está abaixo do previsto.
Actualmente, o sistema de Namialo apresenta uma execução de cerca de 42%, enquanto Nametil ronda os 45%, contra os cerca de 60% que, segundo o governante, deveriam ter sido atingidos nesta fase.
“Não há muita satisfação do nosso lado, dado o volume de execução física, mas é por isso mesmo que estamos aqui. Queremos incentivar o empreiteiro para acelerar com as obras”, afirmou Fernando Rafael.
O governante considera urgente a aceleração dos trabalhos, tendo em conta o impacto que os dois sistemas terão na vida das populações, sobretudo na melhoria da quantidade, qualidade, pressão e regularidade do fornecimento de água.
O sistema de Namialo deverá beneficiar cerca de 70 mil habitantes, enquanto Nametil deverá abranger aproximadamente 60 mil pessoas. No total, estão previstas mais de mil novas ligações em cada sistema, permitindo que milhares de famílias passem a ter acesso directo à rede de abastecimento.
Em Nametil, a intervenção deverá quadruplicar a capacidade de produção de água, que passará dos actuais cerca de mil para quatro mil metros cúbicos por dia. O aumento da capacidade permitirá responder melhor ao crescimento da procura e reduzir as limitações actualmente enfrentadas pelas comunidades.
Além de maior disponibilidade de água, os novos sistemas deverão melhorar a qualidade do recurso, aumentar a pressão na rede e tornar o abastecimento mais regular.
Segundo Fernando Rafael, os atrasos registados nas duas empreitadas estão relacionados, entre outros factores, com a necessidade de introdução de ajustes nos projectos executivos. Com a aproximação da época chuvosa, a previsão é que as obras sejam concluídas no primeiro semestre de 2027.
Para evitar novos constrangimentos, o ministro orientou os empreiteiros a mobilizarem e importarem, em paralelo com as obras civis, os equipamentos necessários ao funcionamento dos sistemas, incluindo bombas e outros componentes.
A estratégia permitirá que, mesmo durante o período chuvoso, quando algumas frentes de construção possam sofrer limitações, avancem os trabalhos de instalação dos equipamentos e outras actividades indispensáveis à entrada em funcionamento das infra-estruturas.
As obras de Namialo e Nametil enquadram-se nos objectivos do ProÁguas 2026–2036, que prevê o reforço dos investimentos em infra-estruturas de abastecimento de água e saneamento, com particular atenção às regiões que apresentam maiores défices de acesso.
Fernando Rafael explicou que a cobertura de abastecimento de água se situa actualmente em cerca de 50% nas zonas rurais, contra 86% nas zonas urbanas, uma diferença que, segundo o governante, justifica a concentração de investimentos nas comunidades mais carenciadas.
A entrada em funcionamento dos dois sistemas deverá reduzir as distâncias percorridas pelas famílias na procura de água e criar melhores condições de saúde pública, higiene, bem-estar e desenvolvimento socioeconómico local.
(AIM)
Redacção
Fonte: aimnews


