Durban, 17 Aug (AIM) – O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, assumiu na tarde desta segunda-feira a presidência rotativa da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Um dos compromissos é robustecer a integração regional através de políticas de inclusão económica.
No seu discurso de aceitação, durante a abertura da 46ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, que decorre na cidade de Durban, província sul-africana de KwaZulu-Natal, e que contou com a participação do Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, Ramaphosa defendeu que a região deve envidar esforços para a transformação económica através da industrialização.
“Para a transformação económica e industrialização da região, propomos-nos a lutar pela inclusão de jovens, mulheres e empreendedores. Trabalhamos para que mercadorias, serviços e competência fundamentais movam-se com mais eficiência ao longo das nossas fronteiras”, disse o Estadista.
Ramaphosa, que substitui o seu homólogo do Zimbabwe, Emerson Mnagangwa, da presidência da SADC, assume a liderança do órgão numa altura em que a África do Sul é manchada por actos xenófobos cometidos por cidadãos sul-africanos contra cidadãos estrangeiros, incluindo moçambicanos.
No entanto, Ramaphosa, que se desculpou dias anteriores à Cimeira pelos actos xenófobos, prometeu que o seu país “trabalhará com todos os países membros da SADC, guiado pelo princípio de igualdade soberana, respeito mútuo e solidariedade.”
“Respeitamos os trabalhos que os presidentes anteriores desenvolveram para a implantação da visão da SADC-2050. A nossa maior responsabilidade é lutar pela melhoria de vida dos habitantes da região”, disse.
O Estadista sul-africano defendeu, igualmente, a necessidade de se reforçar e expandir o comércio intra-africano, mobilizando-se investimentos e infra-estruturas.
“Trabalharemos para fortalecer os ganhos que já foram alcançados. Continuaremos a defender valores que vão ao encontro da paz, segurança, democracia e estabilidade”, disse Ramaphosa.
Acrescentou que “a força da SADC reside não apenas nas instituições e nos acordos, mas também na solidariedade entre os Estados-membros.”
“Como país, propomos-nos a escutar, a consultar, a procurar consenso, mas, acima de tudo, trabalharemos para promover o desenvolvimento da região”, sublinhou.
Disse ainda que o seu país reconhece os esforços da região “quando eramos massacrados pelo Apartheid.”
“Os países da região ofereceram-nos abrigo durante momentos de sofrimento, apoiaram a nossa luta em momentos de desestabilização financeira e instabilidade económica. Estes países ajudaram-nos porque acreditam que nenhum país, dentro da região, deve viver dominado por qualquer tipo de opressão”, disse o Presidente.
A integração dos países da SADC, defendeu Ramaphosa, é fundamentada pelo “princípio de coragem, sacrifício e solidariedade”. Os nossos destinos são inseparáveis, e o nosso progresso será alcançado através da união, da cooperação e de objectivos comuns.”
Para além dos actos xenófobos, Ramaphosa assume a presidência da SADC numa altura em que a República Democrática do Congo (na zona leste) e Moçambique (em alguns distritos na província nortenha de Cabo Delgado) enfrentam conflitos armados.
Am/mz
Fonte: aimnews





