Maputo, 24 Ago (AIM) — O Presidente da FRELIMO e da República de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou ontem, em Chimoio, o início de uma nova era de renovação interna do partido, assente no combate à corrupção, criminalidade e abuso do poder, bem como na responsabilização individual dos seus membros.
Chapo falava no encerramento da 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorreu durante três dias sob o lema “Renovar Moçambique: Uma Nova Era, Um Pacto com o Povo”, defendendo que a mudança deve começar dentro da própria organização.
“A partir de hoje inicia uma nova era, uma era de renovação a partir de dentro da própria FRELIMO para fora”, declarou Chapo, apelando aos participantes para levarem esta mensagem às comunidades e ao povo moçambicano.
O dirigente máximo da FRELIMO afirmou que a nova fase deve ser acompanhada por uma postura firme contra práticas que afectam a imagem do partido e a confiança dos cidadãos.
“Na FRELIMO não queremos corruptos. Na FRELIMO não há lugar para ladrões. Na FRELIMO não queremos traficantes de drogas. Na FRELIMO não há plateia para lambe-botas. Porque a FRELIMO não é santuário de criminosos”, disse.
Chapo advertiu igualmente contra o uso indevido do poder conferido pelo partido e pelo povo, sublinhando que não haverá espaço para membros que utilizem as suas funções para prejudicar ou humilhar cidadãos.
“Não há espaço para aqueles que usam o poder que lhes é conferido pelo Partido FRELIMO e pelo povo, para sugar o sangue do povo e até humilhar os camaradas e o mesmo povo que nos confiou”, afirmou.
Segundo Chapo, a responsabilização deverá ser individual, não devendo actos criminosos ser associados à organização partidária. “Queremos que cada um pague pelos seus crimes que cometer, sem relacioná-los com a FRELIMO”, afirmou, reiterando o compromisso de combater “a corrupção, tráfico de drogas, branqueamento de capitais, raptos e todo o tipo de crime”.
O Presidente da FRELIMO apelou ainda aos cidadãos para denunciarem às autoridades competentes comportamentos criminosos, independentemente de os seus autores serem ou não membros do partido.
Ao mesmo tempo, advertiu contra falsas acusações destinadas a prejudicar cidadãos honestos e trabalhadores, defendendo a necessidade de distinguir responsabilidades individuais.
“Temos que saber separar o trigo do joio”, afirmou.
Chapo enquadrou a renovação interna no propósito mais amplo de construir uma sociedade capaz de garantir prosperidade às famílias moçambicanas, defendendo que o enriquecimento individual é legítimo quando resulta de actividade lícita e produtiva.
“O cidadão moçambicano tem direito de ficar rico desde que seja na base do trabalho lícito, honesto, íntegro e produtivo”, declarou.
(AIM)
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Fonte: aimnews







