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Arrancam obras de construção de 14 km de drenagens na cidade de Maputo 

Resumo

Em Maputo, a construção de drenagens para escoamento das águas pluviais irá beneficiar cerca de 190 mil pessoas, com obras a decorrer nos próximos três anos. A cidade tem sido afetada por inundações urbanas devido ao insuficiente sistema de drenagem, causando danos materiais e humanos significativos. O projeto inclui a construção de 14 quilómetros de drenagem nos bairros Maxaquene “B”, “C” e “D” e Polana Caniço “A” e “B, com o objetivo de melhorar as condições de vida das comunidades afetadas. O ministro das Obras Públicas destaca a importância estratégica deste investimento, não só como solução para as inundações, mas também como medida de proteção das pessoas, defesa da cidade e promoção da saúde pública.

Pelo menos 190 mil pessoas poderão ser beneficiadas, na cidade de Maputo, com a construção de drenagens, para o escoamento das águas pluviais. O ministro das Obras Públicas lançou, esta quinta-feira, as obras de construção que terão duração de três anos.   

Não é novidade que vários bairros da cidade de Maputo ressentem-se do problema de inundações urbanas, em parte, devido ao difícil escoamento das águas pluviais. 

Não poucas vezes, as vítimas exigiram soluções para o problema, que tem causado danos humanos e materiais avultados. 

O edil, Rasaque Manhique, explica que o nível de cobertura de drenagens é de apenas 25 por cento, nas zonas periurbanas, o que agrava a situação das águas estagnadas. 

“Uma parte considerável da nossa população  continua exposta aos efeitos das chuvas. E sabemos bem o que isso representa. Para muitos dos nossos munícipes, além de um fenômeno natural, a chuva é um sinônimo de sofrimento.São casas inundadas, são ruas intransitáveis,famílias afectadas e oportunidades perdidas. Durante anos, assistimos a ciclos repetidos de destruição. E os nossos munícipes sempre perguntam, perguntando com toda e com toda razão. Quando teremos soluções duradouras?”.

Como forma de responder a esta preocupação, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos lançou, esta quinta-feira, as obras de construção de uma rede de 14 quilómetros de drenagem, que vai beneficiar os bairros Maxaquene “B”, “C” e “D” e Polana Caniço  “A” e “B”. 

“Num contexto em que os efeitos das mudanças climáticas se tornam cada vez mais visíveis e severos, investir em drenagem urbana deixou de ser apenas uma opção de engenharia. Passou a ser uma decisão estratégica de protecção das pessoas, de defesa da cidade e de promoção da saúde pública. É precisamente isso que este Projecto representa: uma resposta concreta, robusta e orientada para o futuro”, explicou Fernando Rafael, que esclareceu que com este projecto, espera-se que pelo menos 190 mil pessoas deixem de sofrer devido ao fraco escoamento das águas.

“O Projecto que hoje iniciamos vai além da construção de valas de drenagem, integrando igualmente o melhoramento de estradas pavimentadas e acções de reordenamento territorial, o que reforça o seu impacto directo na vida das comunidades. Estes investimentos terão impacto directo na vida de milhares de cidadãos que diariamente se deslocam pela cidade em busca de sustento, serviços e melhores oportunidades. Ao reduzir os alagamentos, os riscos sanitários e os constrangimentos de circulação, o projecto vai melhorar as condições de vida das pessoas, com mais segurança, dignidade e produtividade”.

À população dos bairros abrangidos pelo projecto, Rafael apelou  à colaboração com as equipas no terreno, evitando actos de vandalização, obstrução ou agitação perante eventuais preocupações. Importa reafirmar que existem equipas criadas e mecanismos claros de comunicação e encaminhamento para responder, com responsabilidade e diálogo, às inquietações que possam surgir.

“Esta obra é para o bem da própria população e o seu sucesso dependerá não apenas da capacidade técnica de quem a executa, mas também do civismo, da organização e do espírito de cooperação de todos. Esperamos, por isso, do consultor e do empreiteiro, elevado profissionalismo, rigor técnico, dedicação e qualidade, de modo a garantir infra-estruturas resilientes, sustentáveis e capazes de responder aos desafios actuais e futuros, em particular aos associados às chuvas intensas e outros eventos extremos”.

Por sua vez, o edil Rasque Manhique explicou que “este projeto será implementado com rigorosas salvaguardas ambientais e sociais, assegurando a proteção do meio ambiente, o respeito pelas comunidades e a sustentabilidade das intervenções. Outrossim, estamos a assegurar a integração de mão de obra local, criando emprego, dinamizando a economia e promovendo a inclusão social.”

As obras estão avaliadas em mais de 63 milhões de euros,equivalentes a mais de 72 milhões de meticais, financiados pela Itália.

O projecto inclui a pavimentação de nove quilômetros de estrada.

Fonte: O País

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