InícioRevistaInternacionalAursnes é o novo capitão do Benfica e Lenglet entra no lote

Aursnes é o novo capitão do Benfica e Lenglet entra no lote

Após as saídas de Nicolás Otamendi e António Silva, Fredrik Aursnes foi nomeado o novo capitão do Benfica. No lote de capitães está ainda Clément Lenglet, reforço contratado este verão pelos encarnados. Além de esclarecer a hierarquia dos capitães, Marco Silva, em conferência de imprensa, abordou a questão dos pontas de lança do plantel.

«Ia anunciar, assim respondo à sua pergunta. Está definido o grupo de capitães. Fredrik [Aursnes] primeiro, Tomás Araújo segundo, Samuel [Soares], Lenglet, Leandro Barreiro. Em relação à primeira questão, o Manu tem treinado como central, não há que escondê-lo. Não é uma posição nova para ele, é uma posição que ele é capaz de fazer. Uma coisa é poder fazê-lo, outra é ter rotinas de treino que possam ser necessárias no jogo. Dentro da possível utilização dele, a seis ou a central, temos vindo a jogar com isso. E sim, tem treinado como central. No último jogo colocamos um central em campo e foi o Manu. Acho que isso responde à questão.»

«Temos quatro, o Anísio também tem estado connosco desde o início da época. Na fase final da última temporada integrou o plantel principal, desde o início da pré-época também tem estado connosco, com mais ou menos minutos. É jovem, precisa de jogar e terá o seu espaço, quando não jogar na equipa principal, irá jogar na equipa B. Será esse o seu espaço de evolução em muitos momentos da temporada. Temos quatro, iremos ver o que o mercado vai ditar até ao fim de agosto, princípio de setembro. Há a possibilidade de jogar com dois avançados. Muitas vezes não será um ponto de partida, mas poderá ser utilizado. Até pelas caraterísticas do Pavlidis, que pode jogar numa linha um pouco mais atrasada, quase como segundo avançado. É algo que temos em mente, mas teremos de ter mais tempo para trabalhar. Estamos a tentar cimentar a nossa forma de jogar, com muitos jogadores já a chegarem atrasados, uma equipa técnica nova. É importante cimentar a nossa forma de jogar e, depois, dar nuances diferentes. Pode ser, naturalmente, com o Pavlidis numa posição diferente e depois com um avançado mais na posição 9.»

«Tem de ser uma das nossas características. No primeiro jogo oficial não conseguimos fazer da forma como pretendíamos, mas demos passos em frente nos [últimos] dois jogos. Melhorámos nesses aspetos e foi importante. Melhorámos no momento de transição defensiva e, para jogarmos no meio-campo ofensivo, temos de ter isso. Podem acontecer contra-ataques e sermos apanhados de uma forma em que não estamos tão bem posicionados. (…) Mas isso dá-nos coesão, capacidade de ganhar bola em zonas mais subidas, como aconteceu no último jogo. E depois, sermos sólidos. É importante ter um futebol com que o Benfica se identifica. É a nossa ideia. Mas, depois, não há campeões, títulos ou épocas consistentes se não mantivermos a baliza a zero. O equilíbrio tem de estar sempre no nosso jogar para não sermos desequilibrados. Uma coisa é ter uma mentalidade de jogo dominante, outra é ser uma equipa frágil em alguns momentos, como na transição defensiva ou organização defensiva. Mas queremos equilíbrio em todos os momentos. Queremos ter uma equipa bem posicionada, com capacidade de reação, de ser agressiva, e depois, em zonas mais defensivas, termos a capacidade tática para não sofrermos e não deixarmos o adversário criar muitas oportunidades.»

 

Fonte: TVI

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