Resumo
O Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária em 9,25%, devido aos riscos e incertezas associados à inflação, provocados por choques externos e internos. A instabilidade global, devido ao conflito no Médio Oriente, pressiona os preços dos produtos energéticos e alimentares, levando a uma revisão em alta das perspectivas inflacionistas. Apesar da economia moçambicana mostrar sinais de recuperação, com um crescimento do PIB de 4,7% no último trimestre de 2025, as perspectivas apontam para um crescimento mais moderado. A dívida pública interna e os atrasos nos pagamentos pelo Estado continuam a representar riscos significativos. O Banco de Moçambique adota uma postura de "espera ativa" na sua política monetária, ajustando-a de acordo com os riscos e incertezas presentes.
por outro, existe o risco de travar a recuperação económica.Neste equilíbrio delicado, o Banco de Moçambique opta por manter a taxa inalterada, condicionando futuras decisões à evolução dos riscos e incertezas.A manutenção da taxa MIMO confirma que a economia moçambicana entrou numa nova fase, caracterizada por maior incerteza e menor margem de manobra para estímulos monetários.A combinação de factores externos — energia, geopolítica — e internos — dívida, choques climáticos — cria um ambiente mais exigente para os decisores económicos.Mais do que sinalizar uma trajectória clara de subida ou descida de taxas, o banco central passa a actuar de forma mais reactiva, ajustando a política monetária em função da materialização dos riscos.Neste novo contexto, a evolução da inflação e do ambiente externo serão determinantes para definir os próximos passos da política monetária em Moçambique.
Fonte: O Económico






