Mesmo com o acesso global à comida de qualidade melhorando, o progresso continua desigual. As estimativas são do Custo e Acessibilidade de uma Dieta Saudável do relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, Sofi, de 2025.
Progresso global rumo a dietas saudáveis
A análise defende que os países de baixa renda e a África Subsaariana estão ficando para trás no progresso global rumo a dietas saudáveis e acessíveis.
A instituição sugere ações urgentes e voltadas a eliminar a lacuna de acessibilidade investindo em sistemas alimentares, no apoio a famílias vulneráveis e na garantia de um desenvolvimento econômico refletindo melhorias reais na vida das pessoas.
Média global de 42%
Entre 2017 e 2024, os países de baixa renda registraram a maior alta acumulada no custo de uma dieta saudável. O aumento foi de 47,5% em comparação com a média global de 42%.
O crescimento dos custos nesses países seguiu elevado nos últimos dois anos, com altas de 7,6% em 2023 e 7% em 2024. Essas pressões sustentadas de custos não foram acompanhadas pelo crescimento da renda, relata o Banco Mundial.
O número de pessoas em países de baixa renda que não conseguem arcar com uma dieta saudável continua a aumentar, impulsionado por “uma prevalência persistentemente alta de inacessibilidade e pelo crescimento populacional contínuo”.
Em 2024, o total atingiu mais de 545 milhões ou mais de 20% do que em 2017.
Alta de custos de uma alimentação saudável
Na África Subsaariana e nos países de baixa renda, as condições pioraram por dois anos consecutivos desde 2022.
Enquanto a maioria das regiões teve uma desaceleração notável na alta dos custos de uma alimentação saudável em 2023 e 2024, na África Subsaariana e nos países de baixa renda ela foi marginal, mantendo os custos próximos de níveis recordes.
Na região subsaariana, tanto a prevalência da inacessibilidade quanto a população total continuaram a crescer desde 2022. O fato contrasta com a maioria das outras regiões onde a prevalência está diminuindo.
O número de pessoas que não conseguem pagar por uma alimentação saudável aumentou, tanto em 2023 quanto em 2024. Isso levou a que essas dietas ficassem ainda mais inacessíveis para milhões de pessoas.
Uma tendência de certa piora também foi observada no Oriente Médio e Norte da África, Afeganistão e Paquistão.
Fonte: ONU