Resumo
A ONU saudou o acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, destacando o cessar-fogo imediato, a reabertura do Estreito de Ormuz e a estrutura para futuras negociações. O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, elogiou o retorno à paz, diálogo e diplomacia, enfatizando a importância da liberdade de navegação. O alto comissário de Direitos Humanos, Volker Turk, considerou o acordo bem-vindo, repudiando ações militares que afetaram os direitos humanos na região. António Guterres, secretário-geral da ONU, classificou o acordo como um "passo crucial" para o fim do conflito e agradeceu o apoio de países regionais. Guterres condenou os ataques israelenses em Beirute e pediu contenção, enquanto espera que os esforços entre EUA e Irã levem a uma resolução pacífica.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, OMI, Arsenio Dominguez, disse que o acordo sinaliza um retorno crucial à paz, ao diálogo, ao multilateralismo e à diplomacia.
Liberdade de navegação
Em nota divulgada nesta segunda-feira, ele afirmou que o anúncio é “um passo importante para restaurar a segurança nesse corredor marítimo vital para marinheiros e navios, bem como para salvaguardar o princípio fundamental da liberdade de navegação”.
O acordo também permite que a OMI avance em seu plano para evacuar os milhares de marinheiros presos na área. A organização está trabalhando em estreita colaboração com os países envolvidos para implementar esse plano de forma segura e eficaz.
Também nesta segunda-feira, o alto comissário de Direitos Humanos, Volker Turk, disse que o anúncio feito por Estados Unidos e Irã é bem-vindo.
Ao discursar na atualização global para a 62ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Turk enfatizou que o conflito “teve um impacto arrasador sobre os direitos humanos em toda a região e ao redor do mundo”.
Consequências do bloqueio ao Estreito de Ormuz
Para ele, os últimos meses demonstraram que as profundas divergências na região não podem ser resolvidas por meios militares.
O chefe de Direitos Humanos repudiou o uso da força contra o Irã por parte de Israel e dos Estados Unidos, em ações que teriam causado a morte de milhares de civis incluindo centenas de crianças e a destruição de hospitais, escolas, residências e outras infraestruturas.
Ele reiterou a exigência de que sejam tornadas públicas as conclusões da investigação dos EUA sobre o terrível ataque à escola de Minab.
Turk também declarou que os ataques do Irã a infraestruturas civis em países do Golfo e na Jordânia, bem como o bloqueio do Estreito de Ormuz, são “totalmente inaceitáveis”.
O alto-comissário ressaltou que a obstrução teve consequências graves para a economia global, para a entrega de ajuda humanitária e para as populações mais vulneráveis, incluindo cerca de 20 mil marinheiros.
“Passo crucial” para o fim do conflito
No domingo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia reagido ao novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, classificando-o como um “passo crucial” para o fim do conflito.
O líder da ONU expressou “profunda gratidão” pelo papel do Paquistão, Catar, Egito, Arábia Saudita, Turquia e outros países da região no apoio às negociações.
Guterres afirmou esperar que as partes aproveitem o momento para “redobrar os esforços” rumo a uma resolução definitiva. Ele também reiterou que a ONU está pronta para apoiar as iniciativas em direção a uma “paz duradoura e abrangente”.
Ataques de Israel contra o Líbano
Antes disso, o secretário-geral condenou veementemente os ataques israelenses na capital do Líbano, Beirute, no domingo.
Os ataques ocorreram apesar do cessar-fogo e em um momento em que se espera que as negociações entre Estados Unidos e o Irã abram caminho para uma resolução pacífica do conflito.
O líder da ONU pediu que todas as partes demonstrem máxima contenção neste momento crucial e disse esperar que os esforços contínuos dos Estados Unidos e do Irã tenham um resultado bem-sucedido.
Fonte: ONU






