Por Vanildo Polege
Dominguez, reagiu assim aos pronunciamentos de Conde acerca da sua disponibilidade ou não em representar os Mambas, tendo endereçado uma carta ao Seleccionador Nacional, Chiquinho Conde.
“Respeitado Senhor Francisco Conde Júnior, seleccionador nacional de futebol! Tomo a iniciativa de lhe escrever com o objectivo único de esclarecer, formal e documentadamente, os motivos pelos quais não foi possível fazer chegar, a tempo, o meu passaporte para dar seguimento a aspectos burocráticos no âmbito da preparação dos jogos diante das selecções nacionais de Uganda e Argélia, nos dias 20 e 25 de Março, e referentes à quinta e sexta jornadas de qualificação ao Campeonato do Mundo de 2026”, lê-se na carta.
Na carta Dominguez, esclareceu que o seu passaporte até chegou a sede FMF para dar seguimento aos processos burocráticos conforme o habitual depois de problemas com voo com destino a Maputo.
“Enquanto não era possível enviar o passaporte de Tete para Maputo, o senhor Énio Saíze, coordenador da Selecção Nacional, estava devidamente informado do que estava a acontecer. Ao receber a informação de que o documento já se encontrava em Maputo, o senhor Énio Saíze respondeu que já não era mais preciso porque, para o meu lugar, o seleccionador nacional havia convocado um outro colega”, explica o jogador, acrescentando que “os motivos pelos quais o meu passaporte não chegou a tempo na Federação Moçambicana de Futebol (FMF) eram, em tempo real, do domínio da estrutura administrativa da Selecção Nacional e da Direcção da FMF”.
Dominguez, afirmou na carta estar disponível a selecção nacional, pois representa o combinado nacional a cerca de 21 anos.
“Represento a Selecção Nacional desde 2004 e, ao longo de 21 anos e, ademais enquanto também desempenhasse as funções de capitão, fui e procuro sempre ser leal a quem estiver no exercício de seleccionador nacional, membro da equipa técnica, colegas atletas, estrutura administrativa da equipa, Direcção Executiva e funcionários da Federação Moçambicana de Futebol, Governo, adeptos e todas as instituições públicas e privadas, pessoas colectivas e singulares que interagem com a Selecção Nacional”, lê-se na carta.
Importa referir que o capitão dos Mambas, jogou pela última vez ao serviço da selecção, em 2024, sendo que este ano ainda não jogos pelas cores da Pérola do Índico. (LANCEMZ)
Fonte: Lance