Resumo
Keiko Fujimori, candidata de direita à Presidência do Peru, aumentou a sua vantagem sobre o candidato da esquerda, Roberto Sánchez, à medida que o apuramento dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais se aproxima do fim. Fujimori lidera com 50,1% dos votos, mais 0,2% do que Sánchez, com 99,152% dos votos já contados. Sánchez convocou uma manifestação em protesto contra alegadas irregularidades eleitorais. Restam 787 atas contestadas, que serão revistas e, se necessário, haverá nova recontagem de votos. O JNE adiou a proclamação dos resultados para meados de julho. A OEA apelou à celeridade na resolução dos litígios, destacando a normalidade do processo eleitoral.
Keiko Fujimori regista agora mais 0,2%, ou 36.349 votos, do que Sanchez, com 99,152% dos votos já apurados e o líder do Juntos pelo Peru convocou para esta sexta-feira uma grande manifestação em "defesa do voto popular", em protesto contra a alegada "falta de transparência" dos órgãos eleitorais.
O resulto eleitoral de Fujimori subiu esta terça-feira para 50,1% dos votos apurados, contra os 49,9% de Sánchez, quando restam apenas 787 atas contestadas por alegadas irregularidades, que foram enviadas aos júris eleitorais especiais (JEE) do país.
De acordo com a última atualização do Gabinete Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), a candidata do partido Força Popular soma 9.136.432 votos, enquanto o candidato do Juntos pelo Peru conta com 9.100.083 votos.
Os votos restantes têm ainda de ser revistos nas atas enviadas aos JEE e, caso as diferenças persistam, serão submetidos a uma nova recontagem de votos em audiência pública.
O Júri Nacional de Eleições (JNE) remeteu mais uma vez na segunda-feira o prazo máximo para a proclamação dos resultados da segunda volta presidencial para meados de julho, menos de duas semanas do prazo constitucional previsto para a passagem de poder e do início do próximo mandato governamental no Peru (2026-2031).
O Juntos pelo Peru apelou a uma "grande mobilização nacional", como a designou, na próxima sexta-feira, com a participação de delegações de regiões, províncias e distritos do país, convocadas para assistir a uma concentração a partir das 16:00 (22:00 em Lisboa) no parque Campo de Marte, em Lima.
O partido de esquerda denunciou uma alegada "falta de transparência" por parte dos órgãos responsáveis pelo processo eleitoral, e Sánchez afirmou na rede social X que "o direito à vigilância democrática e à mobilização pacífica é um direito constitucional".
Por sua vez, a missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Peru apelou para que os JEE ajam "com a celeridade que as circunstâncias exigem", embora tenha salientado que, durante o seu processo de observação, constatou que estes "trabalham de forma diligente e em conformidade com a lei para resolver todos os litígios".
"No entanto, é imperativo que se ampliem as capacidades e os horários de trabalho destas autoridades eleitorais temporárias para que os processos pendentes, que representam menos de 1% das atas, possam ser resolvidos o mais rapidamente possível", salvaguardou.
A missão sublinhou que a justiça em matéria eleitoral "deve ser eficaz e oportuna para garantir a certeza quanto a esta segunda volta das eleições presidenciais, que decorreu com normalidade", e reiterou que não identificou irregularidades que ponham em causa a integridade da informação apresentada pela autoridade eleitoral.
Há uma semana, a OEA apresentou um relatório preliminar de observação da segunda volta das eleições presidenciais, no qual salientou que o Peru deveria implementar um sistema de transmissão digital de atas a nível nacional que permitisse apresentar resultados preliminares de forma rápida.
Fonte: TVI






