Resumo
O treinador do Benfica, Norberto Alves, lamenta a derrota para o FC Porto no campeonato nacional de basquetebol, destacando a importância dos detalhes nos jogos decisivos. Apesar da tristeza pela perda do pentacampeonato, Alves elogia a equipa adversária e assume a responsabilidade pela derrota, recusando apontar o dedo aos jogadores. O treinador afirma que a direção do Benfica lhe deu todas as condições para trabalhar e que, se houver críticas, devem ser dirigidas a ele. Quanto ao seu futuro no clube, Alves não comenta publicamente sobre contratos, deixando essa questão entre si e a direção do Benfica.
«Um play-off é sempre um filme com vários capítulos. Penso que no primeiro jogo o FC Porto não esteve ao nível em termos de percentagem de lançamentos.
O segundo jogo fica-nos com uma mágoa grande, porque podíamos ter ganhado. Foram pequenos detalhes que nos marcaram muito para o terceiro jogo, no qual não estivemos ao nosso nível, foi o pior jogo da época. Hoje viemos com carácter, concentração e desejo de ganhar, para dar o que tínhamos e o que não tínhamos.
O FC Porto teve novamente um jogador que desequilibrou, como tinha acontecido com o Hudson no jogo 2. Hoje foi o Williams. A ausência do Justin foi importante, mas não quero que isso seja desculpa. Tentou aquecer, mas não dava para jogar.
No nosso clube, ganhar ou perder não é a mesma coisa. Perdemos e estamos muito tristes. Não conseguimos uma coisa que não se fazia há mais de 50 anos, que era ganhar um pentacampeonato em Portugal. Fizemos tudo para o ganhar e lamento não termos conseguido dar essa alegria aos adeptos.
Disse aos jogadores que não podem confundir perder com fracasso. Perdemos, não estamos contentes, mas nenhum deles tem de sentir qualquer sintoma de fracasso. Quando ganhamos, ganhamos todos. Quando perdemos, perdemos todos. Mas a responsabilidade máxima é sempre do treinador.
Quero dar os parabéns ao FC Porto, aos seus jogadores e à sua equipa técnica. Quando se ganha, é sempre justo vencedor. Para o ano, o Benfica estará cá para voltar a querer ganhar o campeonato.
Não esperem da minha parte apontar o dedo a qualquer jogador. Nunca o fiz e nunca o farei. A direção do Benfica deu-me todas as condições para trabalhar e eu tenho a consciência tranquila de que dei sempre o meu máximo. Se quiserem criticar alguém, critiquem-me a mim. A responsabilidade é sempre minha. Sobre a minha continuidade, nunca falei de contratos publicamente. A minha relação contratual é comigo e com o clube.»
Fonte: TVI
Descubra mais de Revista Tempo
Inscrever-se para receber as últimas mensagens enviadas para o seu e-mail.






